AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA
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Vila Maria exalta cultura mexicana no Anhembi

Bonecos dos personagens do seriado Chaves e uma representação da pintora Frida Kalho foram alguns dos destaques da última escola de samba a se apresentar na avenida

Bruno Ribeiro e Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 08h06

Última escola a desfilar no Grupo Especial, já na manhã deste domingo, 11, a Unidos de Vila Maria levou para a avenida a cultura mexicana e seus expoentes mais pops, como Roberto Bolaños e Frida Kalho, em um desfile irreverente e marcado por alguns contratempos.

Uma das alegorias da Vila Maria trouxe as principais personagens do "Chaves", programa criado por Bolaños, como Quico, Seu Barriga e o próprio Chaves saindo de um barril gigante, e telas da artista plástica Frida Kahlo. Todos os ritmistas da bateria estavam vestidos de Chaves e fizeram tanto sucesso quanto a ala e o carro que celebrava a Festa dos Mortos, costume mexicano. Durante o desfile, porém, um imprevisto causou tensão entre os componentes da escola. A porta-bandeira perdeu a saia e a escola não conseguiu consertar e acabou improvisando um pedaço de pano amarrado na cintura.

O mestre-sala Everson Sena, de 27 anos, contou que a saia da porta-bandeira já estava com problemas antes de o casal entrar. “Ficamos nervosos. A gente estava para entrar na faixa amarela quando uma estrutura por baixo da saia, que se chama saiote, começou a descosturar. Então, não tinha o que se fazer”, lamentou. “Dei minha capa para ela”, completou. Com o imprevisto, a escola trocou o casal oficial que será avaliado pelos julgadores do quesito. Apesar disso, a Vila Maria deve perder alguns pontinhos nos quesitos enredo, fantasia e evolução.

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