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Vereadores voltam a barrar corredor de ônibus

Fabio Leite - O Estado de S. Paulo

11 Março 2014 | 19h 21

Principal entrave continua sendo mudança na Avenida Nossa Senhora do Sabará, no Campo Grande, na zona sul

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) sofreu novo revés na Câmara Municipal de São Paulo e o projeto de construção de 150 km de corredores de ônibus, uma das bandeiras de sua campanha, continua parado. Nesta terça-feira, 11, vereadores da oposição e de parte da base aliada do prefeito derrubaram o congresso de comissões (sequência de reuniões de vereadores) que discutiria o texto por falta de quórum.

O principal entrave continua a ser a mudança na Avenida Nossa Senhora do Sabará, no Campo Grande, zona sul da capital.

Novamente, moradores e comerciantes lotaram as galerias da Câmara para pressionar os vereadores a votarem contra o proposta. Segundo eles, a medida vai prejudicar mais de 10 mil pessoas que moram na região.

"O governo está aberto a mudar traçados e o governo atendeu a reivindicação. Então, hoje houve um atraso para a cidade de São Paulo", disse Tatto, após a derrota em plenário. Segundo ele, o corredor da Sabará será retirado do projeto por meio de uma emenda que será apresentada nesta quarta-feira.

"Faço um apelo para que os vereadores da base de sustentação compareçam amanhã para votarmos o projeto e, em seguida, a emenda da Sabará. E antes da segunda votação vamos debater para rever outros pontos", disse o líder de Haddad. No entanto, comércio, moradores e oposição defendem que a retirada seja anterior à primeira votação – e nada seja votado antes disso.

Comemoração. A derrota governista foi comemorada pela oposição, que critica o alto número de desapropriações do projeto e a pressa com que a gestão petista pretende aprovar o projeto. "O governo está preocupado porque nem a base dele quer aprovar o projeto como está. É uma proposta Frankenstein, que mexe com 66 avenidas e causa uma convulsão na cidade porque vai desapropriar 7 mil moradias", criticou Floriano Pesaro, líder do PSDB.

Além da Sabará, haverá remoções na Belmira Marin e na Estrada do M’Boi Mirim – que também enfrentam resistências.

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