Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

'Vamos trabalhar mais', diz Doria sobre aumento de desaprovação à sua gestão

Ele culpou o orçamento herdado do governo anterior pela falta de ações de zeladoria na cidade, um dos pontos mais negativos citados pelo entrevistados

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2017 | 14h26

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 5, que o aumento da desaprovação à sua gestão, revelada hoje por pesquisa Datafolha, mostra que será necessário trabalhar mais pela cidade. 

Ele culpou o orçamento herdado do governo anterior pela falta de ações de zeladoria na cidade, um dos pontos mais negativos citados pelo entrevistados.

"É sempre bom respeitar a opinião pública", disse Doria, que participou de evento de entrega de moradias populares na zona Sul da capital junto com o governador Geraldo Alckmin. 

"Vamos trabalhar mais, focar mais", complementou, acrescentando que a mesma pesquisa coloca o índice de aprovação em 60%, se somadas as avaliações de ótimo, bom e regular.

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Segundo a pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha, Doria chegou a 39% de reprovação entre os paulistanos, o mesmo índice da gestão de Fernando Haddad (PT) em 2013, seu primeiro ano de governo.

 O prefeito classificou como "normal" este número e lembrou que, apesar dele, a porcentagem de pessoas que avaliaram sua gestão como ótima ou boa é mais que o dobro das que avaliaram a gestão petista na mesma época de seu governo (29% a 18%).

O tucano ainda rebateu que a queda em sua aprovação possa ser resultado de seus esforços para se viabilizar como candidato à presidência, dizendo que "nunca manifestou essa disposição". 

"Temos que melhorar o desempenho da zeladoria", indicou entre outros fatores, acrescentando que o orçamento deste ano foi herdado e que no ano que vem, com uma previsão "realista", vai poder atender os anseios da população. 

Procurado pelo Estado, Haddad rebateu as declarações. "(Doria) deveria ter um pouco mais de humildade em relação à complexidade da gestão da cidade, se estabelecer definitivamente no Palácio Matarazzo e passar a governar a cidade com a seriedade que merece", disse o ex-prefeito. 

"Ele (Doria) anunciou no começo do ano que ia cortar R$ 8 bilhões de despesas e não conseguiu cortar R$ 300 milhões. Ao contrário do meu primeiro ano, em que cortei R$ 1 bilhão de despesas da gestão anterior (gestão Gilberto Kassab)", acrescentou Haddad. /COLABOROU JÚLIA MARQUES

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