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Vai-Vai, Rosas e Dragões empolgam no primeiro dia de desfiles em SP

O Estado de S. Paulo

01 Março 2014 | 10h 41

Madrugada contou com chuva de granizo e carro da Tom Maior rebocado pela avenida do Anhembi

A chuva que atingiu o Sambódromo do Anhembi na madrugada deste sábado, 1, não atrapalhou o primeiro dia do carnaval de São Paulo. Quase todas as escolas passaram pela avenida sem atrasos. O único problema aconteceu no carro abre-alas da agremiação Tom Maior. Um defeito técnico emperrou a alegoria, que teve de ser guinchada pela avenida.

Os destaques da noite ficaram por conta da Rosas de Ouro, Vai-Vai e da Dragões da Real. A Rosas conseguiu despertar a nostalgia do público presente no sambódromo ao abordar o tema "Inesquecível". O destaque da escola foi a atriz e modelo Ellen Roche, em grande forma.

A Dragões da Real trouxe para o Sambódromo de São Paulo "Um museu de grandes novidades". Já a Vai-Vai, maior campeã do carnaval paulista, contou a história da cidade de Paulínia (SP), empolgando o público do Sambódromo.

Desfiles. A noite ainda contou com a agremiação Leandro de Itaquera, uma das mais prejudicadas pelo temporal da madrugada. A escola teve que enfrentar a chuva e o granizo que caiu durante parte do desfile, mas manteve o samba (e a bola) no pé ao desfilar o futebol no Anhembi.

A X-9 Paulistana, por sua vez, foi a terceira escola a entrar no sambódromo paulistano. Com o enredo "Insano, uma viagem aos confins da imaginação", retratou os 'malucos de todos os tempos'.

A Acadêmicos do Tucuruvi trouxe para a avenida a história de um menino que sonha em se tornar carnavalesco. Com o enredo "Uma fantástica viagem pela imaginação infantil", a agremiação explorou o universo infantil com os aspectos lúdicos, os sonhos e os medos das crianças.

Em um desfile marcado por problemas, a Tom Maior encerrou a primeira noite de desfiles do carnaval de São Paulo, já na manhã deste sábado, dia 1º. A escola, que fez uma homenagem à cidade de Foz do Iguaçu, teve problemas com seu carro abre-alas, que quebrou ainda na concentração.

Chuva e granizo. À zero hora do sábado de carnaval, São Paulo encontrava-se em estado de atenção por causa da chuva. Assim que o prefeito Fernando Haddad (PT) cumprimentou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), no camarote da Prefeitura no Anhembi, começou a chover. "Chuva boa na hora errada", disse o governador, que queria ver a pista molhada "só depois dos desfiles".

A exibição das escolas de samba de São Paulo começou debaixo de um temporal. As passistas da Leandro de Itaquera não escondiam a tensão de sambar com granizo caindo na cabeça. As pedras de gelo cobriram parte da avenida, o que claramente prejudicou a evolução da agremiação da zona leste, que voltou após quatro anos à elite do samba paulistano inspirada na Copa do Mundo.

A chuva começou como uma garoa leve, às 23h59, quando a escola passava da metade do desfile - 39 minutos dos 65 permitidos. Nas arquibancadas logo surgiram capas plásticas. Nos camarotes, o público se abrigou nas áreas cobertas, esfriando a apresentação da escola, que evoluía com dificuldade. Os passistas da Leandro lutavam contra o peso das fantasias, para não perder o ritmo.

Conforme o tempo foi passando, a chuva se tornou temporal. Ventou forte e os trovões puderam ser ouvidos mesmo por quem ficou perto do recuo da bateria. A chuva de granizo durou poucos minutos, mas exigiu a limpeza da área, antes da entrada da Rosas de Ouro.