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Usuários de crack vão receber salário para ajudar outros dependentes em SP

O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2014 | 12h 38

Depois da Prefeitura, governo do Estado começa a empregar viciados, parte deles em centro de tratamento; condição é participar de programa de reabilitação

SÃO PAULO - Pouco mais de um mês depois de a Prefeitura de São Paulo lançar um programa assistencial para dependentes químicos da Cracolândia, no centro, o governo do Estado lançou nesta terça-feira, 25, um plano de ajuda que também inclui oferta de emprego e salário para as pessoas que vivem na região. A diferença do novo projeto é que os participantes deverão, obrigatoriamente, receber tratamento médico para a dependência de crack.

"A presença (na Cracolândia) dos poderes constituídos unidos é fundamental", disse o governador Geraldo Alckmin.

O salário, de R$ 395, será maior do que o pago pela Prefeitura (R$ 330). Entretanto, a jornada será maior: seis horas diárias, de segunda a quinta-feira, contra quatro no programa Braços Abertos, da gestão Fernando Haddad (PT). O programa estadual inclui ainda vale transporte e vale refeição.

O governo está oferecendo 40 vagas, sendo que 13 delas já foram preenchidas por dependentes estão atualmente em tratamento no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod). Há vagas em dois locais:para trabalhar nos prédios da Secretaria Estadual de Justiça, como auxiliar de serviços gerais e administrativos; e no próprio Cratod, oferecendo apoio a novos usuários em tratamento.

De acordo com o governo do Estado, a remuneração lançada nesta terça faz parte do programa Recomeço, criado pelo governo em 2013 em 11 municípios do interior de São Paulo para dependentes e familiares. O programa conta com 2359 vagas e a previsão do governo e criar mais 848 nos próximos meses em todo Estado.

Os pacientes inseridos no programa Recomeço serão inscritos no Programa Emergencial de Auxílio Desemprego (Frente de Trabalho).