USP vira rota de fuga e quer restringir tráfego

Cidade Universitária registra mais infrações e tem de investir em recapeamento de pelo menos três vias

Luísa Alcalde, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2010 | 00h00

A Universidade de São Paulo (USP) quer proibir o acesso a seu câmpus de veículos sem vínculos com as atividades desenvolvidas no local. Dos 100 mil carros, ônibus e motos que circulam diariamente pelos 4,7 milhões de metros quadrados da área da universidade, mais da metade (60%) está só de passagem.

Os problemas começaram depois que os congestionamentos na Marginal do Pinheiros levaram os motoristas a buscar rotas de fuga dentro da USP, como a paralela Avenida da Raia Olímpica. Agora, há horário de pico lá dentro, com engarrafamentos no início da manhã e no fim da tarde.

Números. Acidentes, atropelamentos e infrações de trânsito têm crescido na mesma proporção da frota circulante. No ano passado, foram registrados 152 colisões, ante 145 de 2008. As infrações saltaram de 282, em 2008, para 352, em 2009. Somente nos dois primeiros meses deste ano, os registros já apontam tendência de alta. Houve 20 acidentes sem vítimas, ante 7 ocorrências em igual período de 2009. As infrações já são 31, ante as 22 registradas em janeiro e fevereiro de 2009.

Os problemas da USP ainda tendem a crescer com o aumento dos congestionamentos na Marginal do Pinheiros. Após a inauguração das novas pistas da Marginal do Tietê, há mais carros indo para a Pinheiros, mas a via não está dando vazão a esse tráfego adicional.

A confusão já é tanta que os agentes da Guarda Universitária têm sido obrigados a virar marronzinhos. "Eles desviam o trânsito e fazem bloqueios", explica o coordenador do câmpus, Antônio Carlos Massola. Já a área do velódromo se tornou pátio de estacionamento.

A USP ainda se viu obrigada a investir no recapeamento de avenidas. O serviço na Almeida Prado já começou e vai custar R$ 2 milhões. O da Luciano Gualberto ficou para o segundo semestre e o da Raia Olímpica, para 2011.

PARA LEMBRAR

A USP analisa desde 2009 um convênio com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para que os marronzinhos possam multar motoristas infratores no câmpus do Butantã. Segundo a nova coordenação universitária, falta pouco para ele ser colocado em prática.

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