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USP quer mais bicicletas e CET dentro da Cidade Universitária

Caio do Valle e FABIANA CAMBRICOLI - O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2014 | 21h 59

Intenção da universidade é divulgada uma semana depois de um atropelamento - seguido de morte - no interior do câmpus

SÃO PAULO - Depois do atropelamento que matou uma pessoa e feriu quatro no interior da Cidade Universitária, há uma semana, a Universidade de São Paulo (USP) divulgou nesta sexta a intenção de criar ciclovias dentro de seu principal câmpus. Também admitiu trazer a Companhia de Engenharia de Tráfego para fiscalizar o trânsito local.

Embora as vítimas da semana passada fossem corredores, a reivindicação para a construção de uma via segregada para atletas e ciclistas no local é antiga. As negociações vinham ocorrendo há tempos com a Prefeitura do Câmpus, responsável pela organização viária da Cidade Universitária. Além disso, a USP revelou a intenção de fazer com que a CET fiscalize o interior do câmpus.

Os dois objetivos foram comunicados por meio de nota à imprensa. "Entre as ações estudadas, estão a implementação de faixas exclusivas de ônibus e a criação de ciclovias dentro do câmpus, que serão desenvolvidas em parceria e em conformidade com a Prefeitura, com a atuação da Companhia de Engenharia de Tráfego para fiscalização do trânsito dentro da Cidade Universitária", informa.

Campanha e pesquisa. A partir deste sábado, uma campanha "com o objetivo de sensibilizar motoristas, ciclistas e pedestres para a observação das regras de trânsito" será lançada nos relógios digitais e no mobiliário urbano do câmpus. O pacote de medidas para reorganizar o fluxo de veículos dentro da unidade principal da USP inclui ainda a criação do Grupo de Trabalho de Mobilidade, no Conselho Gestor do Câmpus da Capital. Esse conselho terá a função de avaliar medidas para serem implementadas, de forma a tornar mais seguros os deslocamentos.

Uma pesquisa para medir a quantidade de carros que circulam pela Cidade Universitária também foi encomendada. O estudo pretende identificar a origem e o destino desses veículos, assim como os percursos que executam dentro do câmpus.

Em 2010, a USP chegou até a cogitar a proibição do acesso a seu câmpus de veículos sem vínculos com as atividades desenvolvidas no local. Muitos estariam tentando evitar o trânsito da Marginal.