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‘Usem transporte público e deem carona’, diz secretário

Fabiana Cambricoli e Rafael Italiani - O Estado de S. Paulo

18 Junho 2014 | 22h 59

Jilmar Tatto também recomenda sair mais cedo do trabalho na segunda-feira para evitar caos do trânsito

“Não precisa ser um gênio para saber que segunda-feira, se não tiver feriado, a cidade vai ter um transtorno muito grande”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Ele defendeu que os paulistanos que forem trabalhar na segunda-feira usem transporte público, deem carona, saiam antes do trabalho ou assistam a partida do escritório.

Para o engenheiro Horácio Augusto Figueira, especialista em transportes pela USP, o feriado seria a melhor forma de reduzir os impactos na cidade na segunda-feira. “Por parte da Prefeitura não tem milagre. Se 500 mil motoristas decidem sair ao mesmo tempo, o poder público não pode fazer muita coisa”, disse. Sem o feriado, Figueira defende que as empresas liberem seus empregados quatro horas antes do jogo. 

Já o advogado Mauricio Martins Fonseca Reis, sócio da área trabalhista do escritório Rocha e Barcellos Advogados, afirma que a definição tardia do feriado prejudicaria o funcionamento das empresas. “Demonstra uma desorganização absoluta da Prefeitura. Se for feriado e o trabalhador tiver de trabalhar, ele deve receber dobrado, e a empresa precisa se programar para saber o que vale a pena.”

O especialista afirma ainda que a Prefeitura não poderá decretar feriado nos demais jogos da seleção porque, conforme prevê a Lei Geral da Copa, somente a União tem esse poder. “De acordo com a lei, os Municípios só podem decretar feriado em dias de partidas realizadas em suas cidades. Na segunda-feira, a data do jogo do Brasil coincidiu com o dia de uma partida em São Paulo”, diz. 

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