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Unesp tem vigília após assassinato de estudante

Aluna morta a facadas a caminho da faculdade engrossou as estatísticas recentes de feminicídio no interior paulista

Rene Moreira, especial para O Estado

10 Abril 2018 | 11h25

FRANCA - Uma universitária foi morta na tarde desta segunda-feira, 9, em Ilha Solteira, interior de São Paulo, e o principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima. Maria Júlia Martins Quintino da Silva, de 17 anos, estudava zootecnia na Unesp e levou várias facadas quando seguia pela calçada, ao sair da república onde morava, rumo à faculdade. 

A Unesp decretou luto e os estudantes se vestiram de preto e fizeram uma vigília silenciosa na noite desta segunda-feira. Outro ato no campus da universidade está marcado para a tarde desta terça, 10.

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"Reconhecemos que precisamos oferecer um apoio direto a vítimas de ameaças para evitar novos casos como esse, que não são isolados", diz um comunicado do Diretório Acadêmico e do Núcleo de Apoio e Discussão de Gênero e Sexualidade (Nugens). "O machismo ocorre corriqueiramente e mal percebemos tais atitudes. Isso deve cessar!", completa a nota. 

A polícia ainda procura o autor do crime, que abandonou um carro durante a fuga. Segundo testemunhas, ele teria namorado a estudante por cinco anos e não aceitava o fim do relacionamento. Maria Júlia foi esfaqueada pelo menos 15 vezes e seu corpo será sepultado em General Salgado, interior de São Paulo, cidade onde reside sua família.

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Outras

Maria Júlia não foi a única vítima de violência no interior paulista nas últimas horas. Duas mulheres foram encontradas mortas na tarde desta segunda-feira, em uma fazenda em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. 

Eliana Costa, de 56 anos, e Clarice Thome de Souza Costa, de 59, eram cunhadas e apresentavam ferimentos na cabeça. A polícia investiga o caso e tenta chegar ao autor do crime. Antes delas, pelo menos outras cinco mulheres também foram assassinadas em cidades paulistas nos últimos três dias.

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