'Transporte público não deve ter tarifa'

Uma das manifestantes que participaram das ações de quinta-feira, 6, a estudante Nina Cappello defendeu a 'tarifa zero' e afirmou que a polícia foi truculenta

Entrevista com

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2013 | 02h06

Uma das manifestantes que participaram das ações de ontem do Movimento Passe Livre (MPL), a estudante Nina Cappello defendeu a "tarifa zero" e afirmou que a polícia foi truculenta com os manifestantes.

Qual é a principal reivindicação do movimento?

Somos contra qualquer aumento da tarifa de ônibus. Entendemos que o transporte, por ser um direito da população, tem de ser totalmente público e não ter tarifa. É o conceito de "tarifa zero". Qualquer pessoa poderia pegar ônibus sem ter de pagar nada por isso.

A Prefeitura então pagaria todo o valor da passagem?

Sim, da mesma maneira em que hoje paga tudo o que é gasto na saúde pública e na educação.

Quem está participando da manifestação?

São estudantes, trabalhadores... O ato é organizado pelo Movimento Passe Livre e outras organizações. Há muita gente que ficou sabendo do protesto na hora, por causa dos panfletos que distribuímos, e resolveu aderir.

O movimento tem alguma ligação com partidos?

Não é uma questão partidária. Somos um movimento social que luta por um transporte verdadeiramente público. Além da questão da tarifa zero, a população deve participar das definições das políticas de transporte, como, por exemplo, quais são as linhas que vão passar por determinado bairro ou se os ônibus vão funcionar 24h.

Manifestantes incendiaram objetos e jogaram pedras?

A polícia reprimiu bastante o protesto, jogando bomba de gás e bala de borracha. Impediu que as pessoas ficassem em um viaduto público. Teve gente que apanhou com cassetete. As pedras foram uma maneira de as pessoas reagirem a essa violência.

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