Torres da Cesp na Paulista vão a leilão por R$ 91,5 milhões

Torres da Cesp na Paulista vão a leilão por R$ 91,5 milhões

Em 2009, companhia tentou vender os dois edifícios, atingidos por um incêndio em 1987 e esvaziados desde então

Marici Capitelli, O Estadao de S.Paulo

02 Abril 2010 | 00h00

Por R$ 91,5 milhões, estão à venda os dois prédios da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) na Avenida Paulista. Em 1987, as torres foram atingidas por um dos maiores incêndios da cidade, que demorou um dia para ser debelado. Os prédios estão vazios desde então.

Localizado em cima do Shopping Center 3, próximo da Rua Augusta, os imóveis são, provavelmente, uma das últimas grandes áreas ociosas na avenida. Não é a primeira vez que a Cesp tenta vendê-los, mas nunca encontrou interessados.

O imóvel tem 19.960 m² de área útil e 44.567 m² de área construída. Está dividido em duas torres interligadas por um bloco central. O edifício sede I tem 18 andares e o II, 20. Além de quatro subsolos para garagens, os prédios têm quatro pisos com entradas pela Avenida Paulista e pelas Ruas Luís Coelho e Augusta.

Embora estejam indo a leilão, marcado para 5 de maio, os prédios não estão totalmente prontos. Quem comprá-los terá de gastar cerca de R$ 58 milhões para terminá-los, segundo a própria Cesp. Só em acabamento, arquitetura e impermeabilização, os gastos deveram girar em torno de R$ 16 milhões.

Roseli Hernandes, diretora da Lello, avalia que o imóvel é um ótimo investimento. Se considerada a área total, o valor do metro quadrado fica em R$ 2,3 mil, bem abaixo dos R$ 10 mil cobrados em média na Paulista. Entretanto, ela ressalta que vender um empreendimento desses é difícil. "Você conta nos dedos as empresas ou pessoas físicas com dinheiro para esse negócio. E quem tem esse montante vai querer investir em algo com retorno mais rápido, não em um prédio inacabado", diz.

Luiz Antonio Graça, presidente da consultoria Binswanger, pensa diferente. Para ele, a Cesp escolheu um "ótimo" momento para lançar o leilão. "Faltam prédios comerciais na cidade e a Paulista ainda é a que tem mais infraestrutura. Não vai ser difícil vender". O prédio foi a leilão em 2009 e não teve interessados.

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