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TJ determina aposentadoria compulsória a desembargador suspeito de corrupção

Otávio Henrique de Sousa Lima é investigado sobre suposto envolvimento em esquema para soltar bandidos ligados ao crime organizado

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2016 | 16h51
Atualizado 28 Setembro 2016 | 20h02

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de SP determinou nesta quarta-feira, 28, pena de aposentadoria compulsória ao desembargador Otávio Henrique de Sousa Lima. O magistrado é suspeito de se envolver em um esquema de corrupção para soltar bandidos ligados ao crime organizado.

Sousa Lima foi julgado pelos 25 desembargadores do Órgão Especial que, por maioria, decidiram aplicar a pena máxima. Porém, ele continua recebendo o salário, que é de cerca de 30 mil reais. Os desembargadores determinaram que a Procuradoria Geral da República receba os autos para avaliar se cabe investigação criminal contra Sousa Lima.

As investigações do TJ-SP começaram em setembro do ano passado, após o desembargador soltar o traficante Welinton Xavier dos Santos, o Capuava.

Segundo as investigações do Departamento de Narcóticos (Denarc), Capuava é o maior traficante do Estado. Ele foi preso com mais de uma tonelada e meia de cocaína, armas de grosso calibre e munições.

Depois de ser solto, a Justiça decretou a prisão dele novamente, mas ele nunca mais foi visto. Segundo a polícia, ele estaria no Paraguai comandando o tráfico de drogas e de armas para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O advogado Marcial Herculino de Hollanda Filho, que defende Sousa Lima, informou que o magistrado está deprimido. "Não há prova de que ele agiu de forma ilícita. Há conjecturas, que não são consideradas provas no Direito."

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