Tirar CNH agora exige cadastro online

Será preciso entrar no www.e-cnhsp.sp.gov.br e agendar a apresentação da documentação e a coleta de digitais, fotografia e assinatura

O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2011 | 03h05

Desde ontem, os motoristas em busca de primeira habilitação, renovação e mudança de categoria na capital têm de fazer um pré-cadastro pela internet. A automatização do sistema de registro de candidatos a motorista e de veículos, que teve início em 2010 e já está ativa em todo o Estado, é a aposta do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo para tentar diminuir as fraudes.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a chegada do sistema à capital há exatamente um ano - com os interessados tendo pela primeira vez de comparecer ao Detran para registrar as dez impressões digitais. No dia seguinte, porém, foi anunciada a suspensão do prazo "para que as entidades envolvidas no processo - médicos, psicólogos e Centros de Formação de Condutores (autoescolas) - tenham prazo para se adaptar".

Agora, será preciso entrar no site www.e-cnhsp.sp.gov.br e agendar a apresentação da documentação e a coleta biométrica (captação de digitais, fotografia e assinatura digital) nas unidades Interlagos, Aricanduva e Armênia. No caso de renovação nos postos Poupatempo, não é necessário agendamento.

O e-CNHsp funciona com transmissão de dados em tempo real para a base de dados do Detran SP, permitindo a identificação dos operadores e dos cidadãos pelo reconhecimento biométrico e por meio de certificação digital (e-CPF). Pelo novo sistema, médicos e autoescolas não conseguem mais inserir os dados de novos candidatos a motorista no sistema do Detran. Esse trabalho passará a ser exclusivo dos agentes públicos.

Dessa forma, os responsáveis pelo sistema acreditam que casos de endereços falsos ou do uso de impressões digitais de terceiros para comprovar a presença de alunos em aulas teóricas e práticas devem acabar. Anteriormente, os fraudadores usavam até dedos de silicone para marcar a presença dos candidatos que encomendavam a carteira.

Quando a fraude era descoberta, a responsabilidade não recaía sobre o agente público, pois não havia sido ele quem incluiu os dados no sistema.

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