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Terreno de antiga rodoviária na Luz ganhará moradias

- Atualizado: 16 Março 2016 | 20h 43

Projeto tem investimentos de R$ 900 milhões da iniciativa privada; através de subsídios, governo investirá até R$ 80 milhões por ano

SÃO PAULO - Na tentativa de reforçar a vocação residencial do centro de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin autorizou nesta quarta-feira, 16, a construção de moradias populares no terreno da antiga rodoviária da cidade, na região da Luz. O projeto será realizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) e faz parte de uma série de empreendimentos de interesse social que estão sendo planejados para o centro, totalizando um investimento de R$ 900 milhões da iniciativa privada e de até R$ 80 milhões do governo por ano, num contrato que tem um prazo de 20 anos.

O projeto para a antiga rodoviária contempla 1.200 moradias, sendo 90% para famílias com renda de até 6 salários mínimos paulistas (ou R$ 6 mil, contando o reajuste previsto para abril) e 10% para famílias com renda de até 10 salários mínimos. A escolha dos moradores do novo conjunto habitacional será realizada por meio de sorteio público. Os interessados devem se inscrever no site da Secretaria Estadual da Habitação. Até o momento, 32 mil pessoas já estão inscritas.

As obras dependem agora de autorização de órgãos regulatórios, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que se trata de uma área histórica, perto da Sala São Paulo

As obras dependem agora de autorização de órgãos regulatórios, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que se trata de uma área histórica, perto da Sala São Paulo

Quem ganha 1 salário mínimo vai pagar prestação de 15% da renda e quem recebe até 6 salários mínimos, 30% da renda ficará destinada à parcela. A prestação será paga em até 30 anos, e o restante do valor da unidade, que tem uma estimativa de R$ 180 mil, será pago pelo Estado por meio de subsídio.

As obras dependem agora de autorização de órgãos regulatórios, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que se trata de uma área histórica, perto da Sala São Paulo. A previsão é de que os trabalhos comecem em até seis meses e a entrega ocorra em até 2 anos.

De acordo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o objetivo é fazer com que as pessoas passem a morar mais perto do trabalho, reduzindo problemas com a mobilidade. Estimativas do governo apontam que só na região da Subprefeitura da Sé estão concentrados 17% dos empregos da cidade, mas apenas 4% das moradias. "A gente precisa de gente ocupando esses espaços, para dar movimento à noite quando hoje está tudo deserto. Não é só questão de transporte, mas também de segurança", disse Alckmin, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

A PPP da Habitação, tocada pelo consórcio Canopus, já está em andamento, com a construção de um conjunto na Rua São Caetano, na região do Bom Retiro. Ainda serão licitadas obras na Barra Funda e, mais na frente, em áreas próximas às estações de metrô do Brás, Belém e Bresser/Mooca.

O terreno da antiga rodoviária, com 18 mil metros quadrados, já abrigou um shopping popular e, desde 2005, passa por discussões sobre seu uso

O terreno da antiga rodoviária, com 18 mil metros quadrados, já abrigou um shopping popular e, desde 2005, passa por discussões sobre seu uso

Novo uso. O terreno da antiga rodoviária, com 18 mil metros quadrados, já abrigou um shopping popular e, desde 2005, passa por discussões sobre seu uso. Em 2007, o então governador José Serra (PSDB) anunciou a construção do Complexo Cultural da Luz, abandonado em razão dos custos elevados. Estavam previstos salas de música, teatro e restaurantes, que serviriam para revitalizar a área, que fica próxima à região da Cracolândia.

Agora, a ideia é trazer as pessoas para ocupar o centro da cidade de forma definitiva. Além dos apartamentos, haverá espaços para serviços no conjunto habitacional. A Escola de Música Tom Jobim também ganhará uma nova sede, num espaço de 6 mil metros quadrados. A economia com o atual aluguel será de R$ 1 milhão por ano.

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