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Termina sem acordo a audiência entre Metrô e funcionários

O Estado de S. Paulo

05 Junho 2014 | 18h 22

Greve que teve início nesta quinta deverá ser mantida; Justiça não tem prazo para determinar se paralisação é legal ou não

Atualizada às 20h07

SÃO PAULO - Terminou sem acordo a reunião de conciliação entre metroviários e o Metrô no Tribunal Regional do Trabalho na tarde desta quinta-feira, 5. Depois de fazer uma nova proposta baixando o índice de reajuste esperado (de 16% para 12,2%)  e sugerindo até cortarem o ponto caso o Estado aceitasse a catraca livre, os metroviários recusaram a proposta do Metrô, que manteve o mesmo porcentual de reajuste oferecido na quarta-feira, 4, de 8,7%. 

Em assembleia na noite desta quinta, os metroviários decidiram manter greve e marcaram nova assembleia para esta sexta-feira, às 17 horas. Os funcionários ainda mantêm a proposta da catraca livre, caso o governo do Estado aceite liberar as entradas dos usuários ao Metrô. O rodízio de veículos na capital paulista foi novamente suspenso nesta sexta-feira. 

A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho, manteve a liminar que exige 100% de quadro funcional nos horários de pico e 70% no restante do dia. Segundo ela, um oficial de Justiça concluiu que essa liminar não foi cumprida. 

O Metrô entrou como uma ação de dissídio de greve - quando não há acordo entre as partes - e o Sindicato dos Metroviários tem 24 horas para se manifestar. Só depois disso é que a Justiça pode determinar se a greve é ou não legal. 

O presidente do Metrô, Luiz Antônio Carvalho Pacheco, pediu que os funcionários tenham consciência. "Nossa preocupação é manter o transporte funcionando. É importante que os trabalhadores tenham consciência do dano que estão trazendo a população.", disse. Ele ainda descartou a alternativa de deixar as catracas livres, proposta pelos metroviários: "como dirigente, não posso fazer uma renúncia fiscal de R$ 5 milhões e ser alvo de uma ação de improbidade proposta por qualquer cidadão".

Para o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, a solução para o impasse é a negociação. "Tribunal adora negociação. Ou o governador deixou pra lá ou está comprando uma briga. O Alckmin tem que tomar cuidado, tem que saber das coisas, tem que se envolver e pegar o comando das negociações."

Altino Prazeres ainda ameaçou que a greve se estenda até semana que vem. "Há risco de a greve continuar (até a Copa) se o governador resolver que não vai negociar. É hora de ele (Alckmin) repensar suas ações. É hora de negociar", disse. 

Os metroviários decidiram fazer um ato às 16 horas desta sexta-feira, na Estação Tatuapé, com possibilidade de fechamento da Radial Leste. Eles também pretendem aumentar os piquetes, impedindo a entrada de pessoas nas estações. Nesta quinta, eles permitiram que funcionários entrassem para trabalhar, mas a previsão é que os piquetes sejam intensificados e não entre ninguém nas estações do Metrô nesta sexta.  

No início da noite desta quinta-feira, das 61 estações do Metrô, 26 estavam fechadas e 35 liberadas. 

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