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'Tenham amor um pelo outro', pede viúva de cinegrafista atingido por rojão

Na despedida do marido, no Rio, Arlita Andrade disse ter pena de jovens envolvidos na morte do marido e falou que se preocupava com gosto de Santiago Andrade por coberturas de risco

RIO - A mulher do cinegrafista Santiago Andrade, Arlita Andrade, conversou um pouco com jornalistas durante o velório do marido, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio.

Dezoito anos mais velha, eles se conheceram quando o filho mais novo dela tinha um ano. Ele se apaixonou pelo jornalismo quando a filha mais velha dela se formou. No começo da carreira, Arlita, que é diretora de creche ajudou o marido em diversos trabalhos.

Andrade gostava de coberturas inusitadas e de grande repercussão, mas se preocupava com a violência e a segurança da equipe. "Eu falava: 'Poxa, amor, faz uma coisa mais leve.' Ele dizia: 'Eu gosto de tiro, porrada e bomba'. O sonho dele era ser repórter cinematográfico".

Arlita não quis comentar nada relacionado à investigação e ao posicionamento das autoridades, mas falou brevemente sobre Fábio Raposo e Caio de Souza, presos em Bangu. "Tenho pena desses dois rapazes". "Queria pedir a todo mundo, por favor, sejam mais amigos, mais tranquilos e tenham amor um pelo outro".

Muito emocionada, a jornalista da Band Camila Grecco ressaltou que Andrade se preocupava muito com a segurança. "Ele sempre se preocupava com a equipe. Se soubesse que estava em uma situação de muito risco (naquele momento), jamais estaria ali", afirmou antes de desabar em lágrimas.

O velório ficou aberto ao público até as 11h, desta quinta-feira, 13, quando será fechado para uma despedida particular da família. A previsão é que Andrade seja cremado às 12h.