Temporal derruba balões, mata 3 e fere 14 em SP

Seis vítimas continuavam internadas ontem, após queda em Boituva; primeiro acidente grave na história de clube será investigado pela Polícia Civil

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

Dois balões que levavam balonistas e passageiros foram apanhados por um temporal e caíram ontem de manhã em Boituva, a 115 km de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, três pessoas morreram e 14 ficaram feridas - seis continuavam internadas no fim da tarde, duas em estado grave.

Morreram no acidente o piloto Antonio Carlos Giusti e os passageiros Everton Dercilia e Claudia Monteiro. As vítimas estavam no mesmo balão. Os equipamentos pertencem a grupos de balonismo que oferecem passeios para turistas. Os dois balões tinham decolado do Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), às margens da Rodovia Castelo Branco. No local há também um centro de balonismo.

O balonista Johnny Alvarez pilotava um dos balões que foram apanhados pela rajada. Alvarez, no entanto, conseguiu pousar em um campo e foi resgatado com dois amigos. "A frente fria se antecipou à previsão e nos pegou de surpresa", disse. O piloto afirmou que os balões se aproximavam do ponto de pouso quando foram arrastados pelo vento.

Segundo ele, haviam decolado do CNP oito balões, mas apenas três - o dele e os dois que caíram - foram apanhados pela rajada. Alvarez garante que o piloto que morreu era muito experiente.

Um dos balões acidentados tinha nove pessoas e o outro levava oito ocupantes, segundo a Polícia Civil. Passageiros foram arremessados para fora do cesto antes da queda. Equipes que seguiam os balões por terra tiveram dificuldade para fazer o resgate. "Foi um caos, muitos faziam o passeio pela primeira vez e estavam bastante assustados", disse o secretário de Segurança do município, Cássio Werneck.

Técnicos da Polícia Científica de Itapetininga recolheram os destroços dos balões para perícia. O delegado de Boituva, Silvan Renosto, vai abrir inquérito. Peritos em balonismo de São Paulo também ajudam a apurar as causas do acidente.

O Clube de Balonismo foi criado em 2000 e este foi o primeiro acidente grave. Os passeios dependem das condições do tempo e duram cerca de uma hora. Segundo o Corpo de Bombeiros, havia previsão de chuva com vento, ontem, na região.

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