Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

São Paulo

São Paulo » Temor de greves faz Haddad elaborar pacote de reajustes

São Paulo

São Paulo

Temor de greves faz Haddad elaborar pacote de reajustes

Após conceder abono aos professores, Prefeitura vai aumentar salários de outras quatro categorias; GCMs são os próximos

0

Adriana Ferraz,
O Estado de S. Paulo

11 Junho 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Com medo de novas greves, a gestão Fernando Haddad (PT) planeja um pacote de reajuste salarial para diversas categorias de servidores municipais de São Paulo. Após conceder abono aos professores, que pararam por 41 dias, a Prefeitura pretende atender a parte das reivindicações de arquitetos, engenheiros, fiscais, médicos e guardas-civis.

O governo vai apresentar cada proposta de forma separada à Câmara Municipal. Para virar lei, os reajustes precisam de aprovação dos vereadores em plenário. Depois de receber aval para conceder aumento a todos os professores da rede em 2015, Haddad foca agora na concessão de reajuste aos guardas. O projeto já foi enviado à Casa e deve ser votado em caráter de urgência.

Pela proposta, a gestão Haddad se compromete a pagar 5% sobre os salários atuais ainda neste ano e mais 10,23% em 2016. No próximo ano não há índice estipulado ainda porque a promessa para 2015 é de reestruturação da carreira. De acordo com o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo (SindGuardas), faz dez anos que a Prefeitura não faz promoções na categoria.

“Precisávamos resolver a questão da valorização salarial. O governo falou que não poderia oferecer tudo de imediato. Optamos por aceitar que o projeto fosse elaborado desse jeito com a garantia de que teremos a reestruturação no ano que vem. Não é o ideal, mas consideramos que é um primeiro passo”, diz o presidente do SindGuardas, Carlos Augusto Silva. Se aprovado, o piso salarial passará de R$ 1.380 para R$ 1.449.

O Sindicato dos Agentes Vistores e Agentes de Apoio Fiscal do Município de São Paulo (Savim) tem reunião nesta quarta-feira, 11, com representantes das Secretarias de Orçamento e de Coordenação das Subprefeituras. A categoria reivindica uma proposta de reajuste e de carreira para não entrar em greve. Segundo a presidente do Savim, Claret Alves Fortunato, a última reestruturação é de 2007. “De lá para cá nada aconteceu nem concurso público. Somos só 406 agentes vistores para toda a cidade.”

Se não houver acordo, os fiscais prometem parar a partir de amanhã, quando deveriam coibir a venda de produtos ilegais no entorno da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste.

Em greve desde 27 de maio, arquitetos e engenheiros da Prefeitura também reivindicam aumento, assim como os médicos. Nesse caso, além de aumento e carreira, a categoria luta contra a terceirização do setor de Saúde.

Mais conteúdo sobre: