TCM aprova contas de 2015 da gestão Haddad

De acordo com o relatório, Haddad investiu no ano passado 9,7% da receita arrecadada, o menor nível dos últimos cinco anos

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2016 | 21h04

SÃO PAULO - O Tribunal de Contas do Município (TCM) aprovou, por unanimidade, as contas da gestão Fernando Haddad (PT) de 2015. Em sessão realizada nesta quarta-feira, 29, os conselheiros emitiram parecer favorável ao relatório feito pelo conselheiro e vice-presidente do TCM, Maurício Faria. O documento, contudo, só será divulgado pelo órgão após a revisão que será feita pelo conselheiro Domingos Dissei. 

O relatório anual de fiscalização das contas da Prefeitura, feito por um grupo de auditores do tribunal, apontou cerca de 190 infringências cometidas pela gestão Haddad, como abrir um crédito adicional de R$ 33 milhões sem a devida cobertura legal. Mas para o relator das contas de Haddad, o balanço fiscal e orçamentário da Prefeitura mostrou "que não há desequilíbrio nem comprometimento da capacidade de pagamento" da administração, apesar da crise econômica nacional. 

O relatório técnico destacou ainda que mesmo com o aumento da receita em 2015, a Prefeitura investiu no ano passado 3,5% a menos do que em 2014. Segundo o TCM, foram R$ 4,33 bilhões aplicados por Haddad em todo o ano passado em obras e programas, ante R$ 4,47 bilhões em 2014, em números corrigidos pela inflação do período (10,67%). Na comparação dos dois anos, a receita da Prefeitura teve um aumento real (já descontada a inflação) de 5,1%, passando de R$ 42,5 bilhões para R$ 44,7 bilhões. 

De acordo com o relatório, Haddad investiu no ano passado 9,7% da receita arrecadada, o menor nível dos últimos cinco anos, ao menos. Em 2014, o índice foi de 10,5%. Lideram o ranking dos investimentos da Prefeitura as intervenções no sistema viário, com R$ 612 milhões, ou 14,1% do total - nessa relação, entram obras como ciclovias e viadutos. Em segundo lugar, aparecem as obras anticheias em bacias de córregos da capital, com R$ 489 milhões, ou 11,3% do total.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.