André Ávila/Agência RBS
André Ávila/Agência RBS

Taxistas agridem passageiros de Uber

Automóvel do aplicativo foi cercado por grupo que estava em dez carros; vítimas tentaram acalmar os agressores e foram golpeadas

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2015 | 19h07

SÃO PAULO - Um grupo de taxistas cercou e agrediu dois passageiros do aplicativo de carona Uber e o motorista do veículo, neste domingo, 29, na Rua Voluntários da Pátria, em Santana, na zona norte da capital. De acordo com a Polícia Civil, os agressores estavam em pelo menos dez táxis, deram tapas no automóvel do serviço concorrente, impediram a saída do veículo e xingaram o motorista de 28 anos.

Na última quinta-feira, 26, um motorista de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, já tinha sido agredido e teve seu carro parcialmente destruído por taxistas. 

No caso de São Paulo, o colaborador do aplicativo tinha ido buscar dois passageiros que se dirigiam a uma formatura. Quando os taxistas cercaram o carro, ambos desceram para tentar acalmar os agressores. No boletim de ocorrências do 13º DP (Casa Verde), a polícia afirma que o grupo foi “intransigente” e começou a bater nos dois passageiros. Um dos taxistas utilizava uma chave de roda e feriu uma das vítimas na cabeça. 

Os dois entraram no automóvel Uber.  O motorista, então, fugiu do local e dirigiu até a região de Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo, e deixou os dois passageiros em um hospital. Em seu depoimento, ele disse não reconhecer os taxistas e que também não conseguiu memorizar a placa dos automóveis. Nenhum dos agressores foi preso.

Em nota, a assessoria de imprensa do aplicativo afirmou que a "segurança é prioridade da Uber" e disse repudiar qualquer tipo de violência. "Por isso, neste momento, a Uber se solidariza com passageiro, vítima de um ataque nesta manhã de domingo, em São Paulo. O uso de violência de qualquer forma é inaceitável. A Uber está oferecendo todo o apoio ao passageiro e todas as medidas legais cabíveis serão tomadas. Vamos colaborar com as autoridades locais durante a investigação." /COLABORARAM ALEXANDRE HISAYASU E JULIANA DIÓGENES

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