‘Também não fomos avisados’, rebate secretário do Acre

Nilson Mourão afirmou que em 2010 também não houve aviso prévio da chegada dos haitianos ao Estado

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

28 Abril 2014 | 20h20

SÃO PAULO - O secretário estadual de Justiça do Acre, Nilson Mourão, afirmou nesta segunda-feira, 28, que, quando os haitianos começaram a chegar ao Estado, em 2010, "não houve aviso prévio" e que, por isso, "é equivocado o fundamento" de Rogério Sottili, secretário de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. "Acho a afirmação dele sem fundamento. Ele não pede para a Paraíba avisar quantos ônibus estão saindo de lá para São Paulo."

Sobre as declarações de Fernando Haddad, Mourão afirmou que o prefeito de São Paulo tem a mesma preocupação que o governo do Acre em encontrar uma forma de organizar "o fluxo migratório".

A administração municipal fez nesta segunda-feira, 28, a primeira crítica à forma como o governo do Acre tem enviado haitianos para São Paulo. O secretário municipal de Direitos Humanos, Rogério Sottili, disse que a cidade se tornou local de "despejo" para os refugiados. Entre a noite de domingo, 27, e a madrugada desta segunda, mais dois ônibus com haitianos chegaram à cidade. Parte foi transferida para um novo abrigo, no Tucuruvi, zona norte da cidade.

"Recebemos essas pessoas de braços abertos e estamos atuando para dar condições básicas para garantir a dignidade. O que não podemos admitir é a atitude de despejar os refugiados na cidade, sem contato político para garantirmos seus direitos", afirmou Sottili, durante cerimônia de posse dos imigrantes que vão integrar o Conselho Participativo Municipal, na sede da Prefeitura, no centro.

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