Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Suzane von Richthofen muda de ideia e quer ir para o semiaberto

Segundo defensor público, a condenada a 39 anos e seis meses de prisão quer ser transferida para nova ala de progressão de pena

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2015 | 11h15

SÃO PAULO - Suzane von Richthofen, de 31 anos, condenada a 39 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais, mudou de ideia. Após pedir à Justiça para continuar no regime fechado, mesmo tendo direito ao benefício da progressão de pena, a detenta de Penitenciária Feminina 1 de Tremembé, no interior de São Paulo, agora quer se mudar para uma nova ala da unidade voltada para mulheres que estão no regime semiaberto.

Em agosto do ano passado, Suzane encaminhou uma carta à direção do presídio dizendo que pretendia esperar a abertura dessa nova instalação. De acordo com o defensor público Ruy Freire Ribeiro Neto, que representa a detenta no pedido de progressão de pena, ela também temia sofrer "represálias" em unidades prisionais de outras cidades. 

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) pediu para que Suzane fosse ouvida pela Vara de Execuções Penais de Taubaté, no interior. Segundo o defensor, em depoimento no último dia 11 de junho, ela pediu transferência para a nova ala. "É o local mais indicado para o perfil de crime que ela praticou. Tem outras presas que praticaram o mesmo que ela e em outros presídios existe a possibilidade de represálias", afirmou Ribeiro Neto.

Suzane foi condenada em 2012 pela morte dos pais. O seu depoimento foi acompanhado pelo promotor no Ministério Público Estadual (MPE) Luís Marcelo Negrini de Matos, responsável pelo caso. No ano passado, quando ela pediu para permanecer no regime fechado, Matos não quis comentar.

Segundo o defensor dela, é possível que a Justiça faça "juízo de valor" e não conceda o benefício. "É possível porque ela pediu para continuar no regime fechado, apesar da Suzane ter um comportamento exemplar dentro do presídio. Ela trabalha, estuda e tem bom comportamento", disse. Ele acredita que, se Suzane fosse uma "presa normal", longe de toda a repercussão da caso, ela já teria obtido o benefício do regime semiaberto. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.