Google Street View/Reprodução
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Suspeito de estuprar menina de 11 anos é linchado em Jaú

Ex-presidiário de 24 anos foi atacado a pauladas e pedradas por pessoas que ouviram gritos da garota em um terreno baldio

Sandro Villar, Especial para o Estado

02 Junho 2016 | 14h22

BAURU - O ex-presidiário Luan Felipe de Oliveira Ribeiro, de 24 anos, foi linchado na noite de quarta-feira, 1º, suspeito de estuprar uma menina de 11 anos no Jardim Padre Augusto Sani, em Jaú, no centro-oeste de São Paulo.

Ribeiro foi morto a pauladas e pedradas por cerca de 20 moradores que ouviram os gritos de socorro da garota, levada para  um terreno baldio, onde teria sido obrigada a fazer sexo oral no agressor sob ameaça de morte.

"O suspeito convenceu a menina a ir com ele após pagar refrigerante para ela e outras crianças em um bar", afirmou o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Marcelo Tomas Goes.

Depois de descartar a participação de familiares da vítima no linchamento, o delegado contou que as pessoas que estavam no local acusaram Ribeiro. "Todos o apontaram como o agressor, ninguém o inocentou", explicou o policial, observando que o rapaz estava "bem machucado no rosto e na cabeça".

Pedras, paus e tijolos foram recolhidos, de acordo com o policial.

Com passagens pela polícia, ele não tinha documentos quando a polícia chegou ao local. "Só no começo da tarde de hoje (quinta-feira, 2) é que encontramos o RG dele", explicou o delegado, acrescentando que não sabe se os linchadores jogaram fora outros documentos. 

As investigações estão apenas no início, mas a polícia já sabe que o rapaz tem antecedentes criminais e esteve preso. "Ele é ex-presidiário, saiu da prisão em 2013 e, por enquanto, não sabemos por quais crimes ele cumpriu pena", observou o delegado, que iniciou as investigações por volta das 3 horas desta quinta-feira.

Até as 15 horas desta quita-feira, ninguém foi preso e, por enquanto, nenhum parente reclamou o corpo. Exames. A menina foi levada para o Pronto-Socorro da Santa Casa de Jaú, onde passou por exames. O resultado ainda não foi divulgado. 

Acompanhada pelos pais, a garota esteve nesta quinta-feira no local onde foi atacada e deu mais informações aos policiais.

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