Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo
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Suspeito de matar menino no réveillon é solto; polícia pede perícia de arma

Laudo deve ficar pronto em 3 a 4 dias, acredita delegado; homem ainda é suspeito

Ana Paula Niederauer e Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2018 | 10h36

SÃO PAULO - Por falta de provas até o momento, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva do homem suspeito de ter provocado a morte do menino Arthur Aparecido Bencid Silva, de 5 anos, na noite de ano-novo em São Paulo. A Polícia Civil liberou o preso nesta quarta-feira, 3, por volta de 2h, mas pediu exame de perícia para verificar se a bala que atingiu a criança partiu da arma dele.

Segundo o delegado titular do 89ºDP, Antônio Sucupira Neto, a Justiça não aceitou o pedido de prisão temporária por não ter provas suficientes. "O suspeito foi liberado no início da madrugada, mas continua sendo suspeito até ser realizado o confronto balistico" afirmou Neto. De acordo com o delegado, os amigos que estavam com o suspeito serão ouvidos ainda nesta quarta-feira.

+++ Menino de 5 anos morre atingido por bala perdida no réveillon em SP

Ainda segundo o delegado, o suspeito que está desempregado, ao ser detido, ele admitiu que estava alcoolizado e que disparou para o alto com um revólver de calibre .38 para comemorar o réveillon. Porém, diz que estava no bairro Jardim das Imbuias, distante cerca de 30 quilômetros da casa onde Arthur brincava, na Vila Andrade, na zona sul da capital.

O suspeito, de 20 anos , que responde por outros crimes, disse ao delegado que adquiriu a arma em uma feira de rolo.

Uma análise da trajetória da bala também será requisitada ao Instituto de Criminalística. O delegado responsável pela investigação, Antônio Sucupira, disse acreditar que terá os laudos em mãos em até três ou quatro dias e que o homem, que foi denunciado anonimamente, permanece como suspeito.

O menino caiu subitamente com um sangramento na nuca e, depois de exames, os médicos verificaram que ele havia sido atingido por uma bala de arma de fogo que atravessou o crânio. A Polícia Civil também vai investigar, em um segundo momento, se houve omissão do Estado ou de hospitais particulares no atendimento à criança.

A família diz que demorou cinco horas para conseguir transferi-lo para uma vaga de UTI infantil. O hospital que recebeu o garoto logo após o acidente afirmou que o dano neurológico já era significativo.

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