Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Suspeito de agredir médico na USP é detido

PM identificou rapaz com auxílio das câmeras de segurança; Benício Orlando Saraiva Leão Filho morreu após 8 dias internado

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2015 | 10h20

SÃO PAULO - A Polícia Militar identificou e prendeu na última sexta-feira, 18, um dos suspeitos de  ter agredido o médico Benício Orlando Saraiva Leão Filho,  de 39 anos, no dia 4 de dezembro, na saída de uma festa irregular realizada no câmpus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capitão. Leão Filho morreu uma semana depois por causa dos ferimentos.

Tarcísio Fernandes Peres, de 18 anos, foi interrogado por policiais civis e teve decretada a prisão temporária por 30 dias. De acordo com o delegado titular do 93º Distrito Policial (Jaguaré), Paulo Arbues, o depoimento de Peres fez com que os investigadores chegassem a outro envolvido, um adolescente já identificado e que deve ser ouvido nesta semana. Peres responderá por homicídio qualificado. 

Imagens das câmeras de segurança da USP mostram que o médico esbarrou seu carro em uma bicicleta que estava na via, provocando uma discussão entre ele e duas pessoas. Leão saiu do carro com um objeto não identificado na mão, e a dupla recuou. Em seguida, outras pessoas aparecem na cena para ajudar os dois homens, momento em que um tumulto tem início. Uma delas acerta uma pedra no médico. O objeto que estava em sua mão e sua mochila, que estava no interior do veículo, foram roubados após as agressões.

A USP, à época, lamentou o episódio e afirmou que a festa, chamada Quinta e Breja, não tinha sido autorizada pela universidade. O evento aconteceu nas imediações da Escola de Comunicações e Artes (ECA). A promoção, organização ou realização de qualquer festa é proibida pelo regulamento da universidade, a não ser com autorização prévia. 

Segundo o superintendente de Segurança da USP, Antonio Visintin, se o responsável for um aluno, poderá haver expulsão. Ainda de acordo com Visintin, a PM comunitária não age no local da festa, pois se trataria de um espaço do Sindicato dos Servidores da USP. A entidade nega ter ligação com o local.

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