SP ganha câmeras que alertam para acidente e lentidão

Equipamentos começaram a ser testados no mês passado em cruzamentos importantes das zonas sul e oeste da cidade

BRUNO RIBEIRO, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2012 | 03h01

Problemas no trânsito - como veículos parados no meio da rua, circulando pela contramão e até colisões entre carros - serão monitorados por câmeras especiais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Há pouco mais de um mês, a Prefeitura começou a testar um sistema de monitoramento especial que detecta automaticamente essas ocorrências e informa os agentes da companhia.

Quatro endereços já têm essas câmeras especiais instaladas. Elas foram cedidas por um fabricante americano em caráter de teste. Dependendo dos resultados, segundo a CET, os equipamentos poderão ser instalados em mais pontos da cidade.

Nesta primeira etapa dos testes, diz a CET, está sendo feito a análise da durabilidade das câmeras e da qualidade da imagem captada. Ainda não há data para que tenha início o teste com as demais características do sistema.

Esse tipo de equipamento já é usado em diversas cidades do mundo. Uma das funções mais conhecidas é detectar batidas de carros ou capotamentos dentro de túneis para, assim, acionar as equipes de socorro com maior rapidez - um alarme informa esse tipo de situação para os agentes. No monitoramento convencional, um agente é encarregado de analisar as imagens. Como em geral ele tem mais de um monitor para vigiar, o tempo para notar um problema desses pode ser maior.

A CET não diz quando os testes vão terminar. Por enquanto, estão no cruzamento das Avenidas 9 de Julho com Brasil, Giovanni Gronchi com Morumbi, na Praça Dom Gastão Liberal Pinto, na zona sul, e na frente do portão 2 da Cidade Universitária, na zona oeste.

Especialistas em transporte elogiam a iniciativa, mas fazem ressalvas. "É uma vantagem, principalmente para adotar medidas a serem tomadas nos casos de acidente de trânsito, como bloqueio de faixas. Agora São Paulo tem outras necessidades, como controladores semafóricos mais inteligentes para dar maior fluidez ao tráfego e esgotar menos os motoristas", diz o professor da USP Claudio Barbieri da Cunha.

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