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Sob pressão, Câmara votará Plano Diretor

Adriana Ferraz - O Estado de S. Paulo

26 Junho 2014 | 03h 00

Acordo foi anunciado após Haddad aceitar pedidos de vereadores da situação e da oposição

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) aceitou fazer concessões para partidos aliados e de oposição em troca da aprovação definitiva do novo Plano Diretor de São Paulo. Dezenas de emendas serão acatadas pelo governo no texto final do projeto, que sexta-feira deve ir à votação. No acordo, o petista ainda assegurou aos vereadores mais influência nas subprefeituras nas quais mantêm reduto eleitoral.

Haddad e o secretário de Governo, Chico Macena, receberam parte dos integrantes da base aliada na quarta-feira na Prefeitura. O prefeito garantiu que os subprefeitos voltarão a atender solicitações de fácil execução encaminhadas pelos vereadores, como reparos em avenidas, manutenção de praças e ajuda financeira para festas comunitárias. Em algumas regiões, como Capela do Socorro, na zona sul, e Casa Verde, na zona norte, esses pedidos têm sido negados.

“Os subprefeitos têm exigido que os vereadores destinem verbas por meio de emendas parlamentares para que os pedidos sejam acatados. Isso é um absurdo”, afirma Goulart (PSD). 

Considerado ponto de equilíbrio da base, o PMDB também teve participação decisiva na costura do acordo. Descontentes, os quatro vereadores do partido receberam afagos e a garantia de Haddad de que passarão a opinar mais diretamente na administração municipal, especialmente nas secretarias sob o comanda da sigla - Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Segurança Urbana. 

“Já cansei de tomar chá de cadeira para falar com subprefeito ou secretário”, disse Calvo (PMDB). O vereador conseguiu incluir da Avenida Engenheiro Caetano Álvares, na zona norte, no perímetro dos eixos de transporte, vias que terão incentivo ao adensamento populacional.

Entre os contemplados com emendas estão vereadores do PMDB, PSD, PPS, PSDB e PTB. Na lista de pedidos estão criação de parques e classificação de novos eixos de transporte.

Nesta quinta, com o plenário da Câmara cheio, o líder do governo, Arselino Tatto (PT), anunciou acordo para colocar o projeto em votação amanhã ou na madrugada de sábado. 

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