Sistema vai reduzir risco de falta d'água

Produção dobrará em cinco cidades do litoral sul até meados do ano que vem

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2011 | 03h03

A capacidade de produção de água nas cidades da Baixada Santista e do litoral sul vai dobrar até meados do próximo ano. Além da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Jurubatuba, no Guarujá, está em construção na região uma obra que reduzirá ainda mais o risco de falta d'água também em Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande e na área continental de São Vicente.

O sistema Mambu, que também deve começar a operar em abril de 2012, permitirá a produção de 1.600 litros de água por segundo nas cinco cidades - hoje, esse índice é de 800 litros por segundo. O investimento total é de R$ 413 milhões.

Segundo a Sabesp, está prevista uma segunda etapa de obras em Itanhaém, ainda sem data estipulada, que pode dobrar mais uma vez a produção de água nas mesmas cinco cidades, chegando a 3.200 litros por segundo. Quando estiver em operação, a água captada no Rio Mambu passará por tratamento na estação de mesmo nome e será transportada, por até 65 km, por uma adutora até o reservatório Melvi, já entregue em Praia Grande e com capacidade para armazenar até 20 milhões de litros de água.

Obras de melhoria na ETA Cubatão, que atende 50% da população da Baixada Santista, completam a lista de intervenções promovidas pela companhia na região. A estação está recebendo investimentos de R$ 20 milhões em modernização de seus equipamentos.

A expectativa é de que todo o conjunto, que funcionará de forma integrada, reduza ainda mais o risco de falta d'água na região - problema que, segundo a Sabesp, já não é registrado desde 2009. Isso porque, se preciso, um reservatório pode enviar água para o vizinho.

O projeto mais ambicioso, no entanto, é a universalização do saneamento básico na Baixada e no litoral sul. A meta é alcançar 100% de atendimento de água e 100% de coleta e tratamento de esgoto até 2018.

Armazenamento. A nova ETA do Guarujá vai proporcionar, além de um tratamento mais completo da água, uma maior segurança operacional no abastecimento de moradores e turistas, especialmente durante as férias e feriados. Serão dois reservatórios com capacidade para armazenar 55 milhões de litros de água - 10 milhões a mais do que possui - e potencial para tratar 2 mil litros de água por segundo.

A pressão por sua construção aumentou quando a Prefeitura aprovou, em 2008, uma lei municipal que exige a publicação de laudos mensais no Diário Oficial da Cidade. No ano seguinte, com base nesses estudos, o município passou a multar a Sabesp pela má qualidade da água ou pela falta de informações sobre o seu tratamento. Desde então, foram aplicadas seis autuações, que somam R$ 667,3 mil./ ADRIANA FERRAZ

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