Caio do Valle/Estadão
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Motoristas e cobradores param por três horas e atrasam saída de ônibus das garagens

Categoria fez assembleia na madrugada e cruzou os braços entre 3h e 6h; sindicato rejeita proposta de 3% de reajuste

Juliana Diógenes e Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 07h46
Atualizado 12 Maio 2017 | 08h52

SÃO PAULO - Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista cruzaram os braços por três horas na madrugada desta sexta-feira, 12, e realizaram uma assembleia para discutir a campanha salarial da categoria.

Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), as 32 garagens da capital aderiram ao movimento e houve atraso médio de 40 minutos. A entidade afirmou ainda que não houve prejuízo para o sistema.

Na manhã desta sexta, está marcada uma reunião do sindicato com o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda.

A paralisação e as reuniões ocorreram entre 3 horas e 6 horas, após rejeição da proposta patronal de 3% de reajuste salarial - abaixo da inflação -, dividido em duas parcelas. A categoria reivindica aumento de 5% mais reposição da inflação.

Paralisações. A recusa foi aprovada em assembleia na tarde desta quinta-feira, 11. Há previsão para novas assembleias para segunda-feira, 15, também na madrugada, a fim de continuar informando os funcionários sobre o andamento da proposta.

Por volta das 7h30, ainda havia coletivos da Viação Campo Belo, na zona sul, na garagem, de acordo com o presidente do sindicato, Valdevan Noventa. A previsão é de que normalize por volta das 10 horas.

Na terça-feira, 16, a categoria cruza os braços das 14 horas às 17 horas em protesto. Segundo o sindicato, na terça, "às 14 horas não sai nem entra nenhum ônibus nos terminais" como forma de reivindicação.

A São Paulo Transporte (SPTrans) informou, em nota, que Secretaria de Mobilidade e Transportes tomará todas as providências para impedir que a população seja prejudicada com a paralisação de terça.

"A SPTrans acompanha a negociação entre as empresas que operam o sistema municipal de transportes e a categoria. Trata-se de uma relação privada entre patrão e empregado", declarou.

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