Rogerio Cavalheiro/Futura Press
Rogerio Cavalheiro/Futura Press

Sem patrocínio, Prefeitura pode bancar réveillon na Paulista

Caso não apareçam interessados em bancar o evento, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) pode acionar um inédito plano de emergência

Edison Veiga, Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - A menos de três semanas do réveillon, a festa na Avenida Paulista ainda não tem patrocinadores e, pela primeira vez, pode ser custeada com verba pública. Caso não apareçam interessados em bancar o evento, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) pode acionar um inédito plano de emergência – com teto de R$ 3 milhões. 

O prazo para as empresas apresentarem as propostas de patrocínio teve início no último dia 10 e acaba amanhã, data em que a Prefeitura tomará a decisão. O tradicional palco de Natal, entretanto, já está descartado. 

Essa foi a primeira vez que a administração municipal fez um chamamento público para a organização da festa de réveillon. Desde que a comemoração foi instituída, em 1996, a Playcorp era a empresa incumbida de viabilizá-la, por meio de acordo com a Prefeitura. No chamamento, a SRCOM, empresa de entretenimento e comunicação, ficou em primeiro lugar, e a Playcorp, em segundo. De acordo com o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Alcino Rocha, as selecionadas não encontraram patrocinadores no prazo, e a Prefeitura revogou o chamamento. Na última quinta, a gestão deu cinco dias para que investidores se apresentassem.

Rocha descartou o cancelamento do evento. “Não existe essa possibilidade. A SPTuris está preparada, se for o caso, para organizar o réveillon. O plano já está pronto. Não foi anunciado até agora porque queremos evitar usar recurso público” disse. Segundo ele, no plano de emergência, a estrutura para o evento já foi definida e os artistas, sondados. Rocha assegurou que será uma festa “de primeira linha”. 

De acordo com o diretor da Playcorp, Fernando David Elimelek, o prazo curto, até o dia 31, não dificulta apenas conciliar a agenda das atrações, mas também a própria montagem física da festa. A Prefeitura atribui à crise econômica a dificuldade para atrair investidores. “Se formos os escolhidos (no processo de chamamento), sabemos fazer um evento com dinheiro mais apertado”, disse Elimelek. “Mas nada de artista que custe uma fortuna.”\

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.