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Secretário que voltou ao cargo diz que não se sente 'condenado'

Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo

10 Julho 2014 | 22h 43

Ricardo Teixeira (PV) afirmou que deixou a Câmara para ser secretário de Haddad porque é a 'melhor oferta'

SÃO PAULO - O secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Ricardo Teixeira (PV), que voltou ao cargo nesta quarta, diz que rejeita a pecha de "condenado" pela Justiça e afirma que deixou a Câmara Municipal, onde tem mandato de vereador, para ser um dos secretários de Fernando Haddad (PT), porque é a "melhor oferta" profissional que já recebeu na vida. 

O secretário das Subprefeituras é responsável pela maioria das ações de zeladoria da cidade e tem sob seu guarda-chuvas cerca de 300 cargos de confiança. Ele voltou ao cargo depois de derrubar uma decisão judicial que o havia retirado da função: ele é réu em um processo de improbidade administrativa.  O processo já o afastou do cargo por duas outras ocasiões.

Os questionamentos da Justiça são referentes à contratação, com dispensa de licitação pública, de um escritório de advocacia, quando ele era diretor de Operações da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa do governo do Estado, em 2001, no governo Mario Covas (PSDB). 

"Não era uma contratação da minha diretoria. Eu não assinei esse contrato", diz Teixeira.  Todos os diretores da empresa na época - incluindo ele - tiveram de responder pelo ato. 

Teixeira diz que não se sente como um "condenado" porque a decisão judicial contra ele na primeira instância foi revertida para o pagamento de multa. A multa, no entanto, ainda não foi paga: o processo de Teixeira está parado no Superior Tribunal de Justiça, aguardando decisão sobre contratações de advogados sem licitação no Supremo Tribunal Federal.

"O que é preciso ficar claro é que não estamos fazendo nada de errado. O prefeito Haddad não está lutando contra a Justiça para me manter no cargo, colocando um cara condenado. O processo não acabou, de repente nem a multa tenho que pagar", diz o secretário. "Estou na coisa pública desde 1988, e nunca tive um contrato contestado pela Justiça", afirma.

"O prefeito me fez o convite para ser secretário das Subprefeituras. É o maior convite que tive na vida para exercer um cargo público. É uma secretaria que mexe comigo, eu gosto. porque comecei sendo peão na rua, na Companhia de Engenharia de Tráfego. Trabalho com amor, carinho e muita vontade", afirma, ao ser questionado sobre por que preferiu a Subprefeituras à Câmara Municipal, onde exercia seu segundo mandato - e chefiava um gabinete com, no máximo, 20 funcionários.

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