Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Secretário de Segurança de SP diz não acreditar em migração de criminosos do Rio

Representante da pasta afirmou, porém, que o Estado adotou 'posturas de cautela' para proteger o território

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

02 Março 2018 | 11h30

SÃO PAULO - O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse nesta sexta-feira, 2, que não há preocupação em haver uma migração de criminosos do Rio de Janeiro para o Estado de São Paulo. No entanto, ele afirmou que tem adotado 'posturas de cautela' para proteger o território.

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"Não é uma preocupação. Nós adotamos algumas posturas de cautela, porque nós não acreditamos que vá ocorrer essa migração. Mas seria imprudência não adotar alguma postura visando a proteção do território do Estado de São Paulo", afirmou ao Jornal Eldorado.

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O secretário citou uma operação realizada nesta semana no Vale do Paraíba, que compreendeu da cidade de Jacareí até a divisa com o Estado do Rio. O objetivo, segundo informou a secretaria, era reforçar o combate à criminalidade na região.

Barbosa Filho comentou que propôs ao recém-criado Ministério da Segurança Pública uma extensão do policiamento que é feito por agentes do Estado nas rodovias federais. "Seria uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal."

Orçamento. Sobre os recursos necessários para manter a segurança em São Paulo, Barbosa Filho disse que, "nesse primeiro momento, são suficientes para o plano estadual" e que não haveria preocupação em buscar financiamento imediato.

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Nesta quinta-feira, 1º, o governo federal anunciou que disponibilizará, nos próximos cinco anos, cerca de R$ 42 bilhões para Estados e municípios brasileiros investirem em ações na área de segurança pública. Do montante total, R$ 33,6 bilhões serão via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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O secretário disse que concorda com a criação de um fundo para a segurança pública, pois "facilita o financiamento das questões de segurança, como contratação de agentes". "O resto vai ser se debruçar na questão de encontrar uma forma de obter essa fonte de recursos e a ideia é que não onere o cidadão comum", afirmou.

Letalidade policial. O secretário disse que discorda de que a polícia do Estado seja violenta. Nesta quinta-feira, entidades de defesa dos direitos humanos denunciaram o Estado de São Paulo pelos altos índices de letalidade policial e por omissão no combate à tortura em audiência pública da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), na cidade de Bogotá. "O que vem ocorrendo nos últimos anos é o aumento de confrontos com as forças policiais e elas estão preparadas", afirmou.

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Na última quarta-feira, 28, mais um caso de mortes em que agentes do Estado estão envolvidos ocorreu em Campinas. Sete suspeitos de roubo a banco foram mortos durante troca tiros e os policiais apreenderam grande quantidade de armas.

"[A polícia] tem como meta manter os indicadores criminais em um nível que seja benéfico para a sociedade e trabalha voltada à prisão dos malfeitores, aqueles que transgridem a lei", disse Barbosa Filho. O secretário reafirmou que a letalidade proporcional da polícia se manteve estável desde 2001.

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Sobre as recentes mortes de integrantes do PCC, o secretário afirmou que a questão é interna da facção e que a inteligência das polícias Civil e Militar não detectou movimento que represente risco maior para a sociedade. "É uma briga interna e parece que está chegando ao fim."

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