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Se seca se repetisse, não teria o que fazer, diz presidente da Sabesp

- Atualizado: 16 Fevereiro 2016 | 11h 52

Em entrevista à 'Rádio Estadão', Jerson Kelman afirma que chuvas neste verão estão mais favoráveis; Alckmin dá início a transposição

SÃO PAULO - No dia em que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) dá início às obras de transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, quase dois anos após o anúncio, o presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, afirmou que "não teria o que fazer" para evitar uma nova crise hídrica, caso a estiagem de 2014 se repetisse em 2016. De acordo com Kelman, a obra deve ser concluída em abril de 2017, mas só deve entrar em operação normal seis meses depois.

"Se ocorressem as condições hidrológicas de precipitação de 2014 em 2016, nós não teríamos o que fazer. A nossa sorte é que as precipitações que estamos observando neste verão trazem um cenário diferente", afirmou o presidente da Sabesp, em entrevista à Rádio Estadão, nesta terça-feira, 16.

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman

Kelman afirma que, durante a crise hídrica, São Paulo passou a produzir 18 mil litros por segundo de água a menos, por causa da seca provocada pela falta de chuvas em regiões de mananciais, principalmente no Cantareira. Para evitar a repetição desse quadro, seriam necessárias obras estruturais, segundo o presidente da Sabesp, para captar água de outros reservatórios.

"Esse enfrentamento se dá por varias obras. (Há) três de grande porte: essa da ligação Jaguari-Atibainha, que pode trazer mais 5 m³/s, em média, e chegar a 8,5 m³/s em uma situação de crise mais aguda; outra obra que já está sendo construída, do Vale do Ribeira, do (Sistema) São Lourenço, que traz 6 m³/s a mais; e a terceira, de 2,5 m³/s, que traz água do Rio Itapanhaú", disse Kelman. "Essas obras estruturais não estão prontas ainda, mas não há possibilidade de que as chuvas poucas se repitam."

Obras. Anunciada em março de 2014, a transposição do Paraíba do Sul protagonizou polêmica e motivou disputas entre os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde cerca de 12 milhões de pessoas são abastecidas pelo sistema. De acordo com Kelman, o conflito foi resolvido após informações sobre o volume de água previsto para ser captado serem apresentadas às administrações estaduais.

"O Paraíba do Sul corre por muitos quilômetros ainda até chegar a Santa Cecília, de onde 250 m³/s de água por segundo são retirados para abastecer a região metropolitana do Rio", afirmou o presidente da Sabesp. "Essa obra retira 5 m³/s do Jaguari", disse. Também segundo Kelman, as obras vão custar cerca de R$ 550 milhões - valor 33% menor do que o previsto inicialmente (R$ 830 milhões).

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