Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

'Se reforma da Previdência não passar, Prefeitura terá de aumentar impostos', diz Covas

Ele assumirá o cargo de prefeito com a saída de João Doria para disputar o governo do Estado

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 13h34

SÃO PAULO - Chamado de "prefeito" e "futuro prefeito" por João Doria (PSDB) e por secretários, o vice-prefeito e secretário da Casa Civil, Bruno Covas (PSDB), disse que, se a reforma da Previdência não passar, a Prefeitura deixará de investir em outras áreas e precisará aumentar impostos. Segundo ele, 90% do IPTU arrecadado será destinado à previdência pública em 2018, valor que deverá ser de 100% no ano que vem. "Ou a gente faz a reforma da Previdência ou vai ter que aumentar os impostos na cidade de São Paulo. A Prefeitura acha mais justo fazer a reforma da Previdência", declarou Bruno.

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Nesta quarta-feira, 28, Doria criticou a decisão da Câmara Municipal de Vereadores de adiar por 120 dias a votação do projeto de reforma da Previdência municipal. "Estamos com a consciência tranquila de que cumprimos com a nossa obrigação: alertar o Legislativo sobre os riscos da falência da maior cidade brasileira", afirmou a jornalistas durante agenda oficial.

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"A gente acha mais justo fazer a reforma, se os vereadores entenderem de outra maneira, nós vamos ter que adequar as contas públicas de uma outra forma: ou reduzindo mais o recurso da educação, da saúde, do meio ambiente, da cultura, do esporte, da mobilidade, ou ampliando os impostos da cidade de São Paulo. A gente continua entendendo a reforma necessária e espera que a Câmara possa enfrentar esse desafio", acrescentou Bruno.

Segundo Doria, se a reforma não for aprovada, o Município terá um "rombo" orçamentário de R$ 5,8 bilhões, o que impactaria serviços municipais de áreas diversas. "Cumprimos com o nosso dever. O Executivo cumpriu o seu papel, de mostrar a gravidade desse tema", disse. "Durmo com a consciência tranquila, resta saber se outros dormirão com a consciência tranquila também."

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Histórico. Doria pretendia aprovar a reforma na Câmara até o dia 6 de abril, quando deixará a Prefeitura para concorrer ao governo do Estado de São Paulo. Uma comissão especial de estudos dentro do Legislativo deverá discutir uma nova proposta. O projeto previa aumentar a alíquota sobre o salário dos servidores de 11% para 14%. Para ser aprovado, precisava alcançar o mínimo de 28 votos - do total de 55 vereadores.

Após o anúncio, os professores municipais encerraram uma greve iniciada no dia 8. A paralisação pode, contudo, ser retomada caso o projeto volte para a pauta na Câmara.

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