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São Paulo vai multar por falta à inspeção veicular

Fábio Mazzitelli - Jornal da Tarde

05 Maio 2009 | 09h 06

Veículos de placas com final 1 que não fizeram a análise e forem flagrados por radares terão de pagar R$ 550

As primeiras multas para quem desrespeitar a lei municipal da inspeção veicular ambiental na capital paulista começarão a ser emitidas neste mês para os veículos com placas de final 1 que forem flagrados circulando irregularmente na cidade. O valor da multa é de R$ 550. As autuações serão feitas por meio do sensoriamento remoto, equipamento móvel capaz de fazer até 6 mil leituras de placa por dia. Os dados captados pelo equipamento, que pode ser instalado em qualquer via do Município, serão cruzados com o banco de informações dos veículos inspecionados.

 

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Responsável pela coordenação do programa, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente anunciou ontem o início das fiscalizações e o balanço dos três primeiros meses de inspeção dos veículos leves. Cerca de 22 mil carros e 43 mil motos da frota paulistana com placas de final 1 perderam o prazo para o teste - que venceu no dia 30 - e estão sujeitos às punições previstas na lei.

Além da multa, os veículos que perderam o prazo ficam automaticamente com o licenciamento bloqueado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). "O sensoriamento remoto tira uma foto da placa e o sistema já está cruzando os dados para ver se esse veículo de placas final 1 fez ou não fez a inspeção. Estamos estruturando o processo", diz o engenheiro Márcio Schettino, coordenador da Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da inspeção veicular ambiental na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. "A legislação diz que você multa o carro em circulação que está em desacordo com a lei. Não estamos parando o carro (o que caberia só à PM). Será como os radares de rodízio."

Em 2009, estão obrigados a fazer a inspeção ambiental 1,5 milhão de carros fabricados de 2003 a 2008, 700 mil motos e 317 mil veículos movidos a diesel. O sensoriamento remoto até então só era usado como instrumento para detectar os carros mais poluentes fabricados até 2002 e convocá-los para a inspeção. A frota de "velhinhos"só vai ser obrigada a realizar o teste a partir de 2010.

Schettino faz questão de ressaltar que a ideia principal do programa é educar os proprietários dos veículos. Até por isso nenhuma multa foi aplicada até hoje - o programa começou há um ano para os veículos movidos a diesel. "Mas a multa também é uma forma de conscientizar. Vamos fazer porque é preciso", ressaltou o coordenador.

As blitze, outra forma de fiscalização do programa, estão sendo discutidas com a Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).