São Paulo Reclama

PESADELO NO TRÂNSITO

, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2010 | 00h00

Transporte público

Na madrugada de terça-feira (13/4) acredito que um dos maiores pesadelos dos meus pais se tornou realidade. Por volta das 00h45 meu irmão sofreu um acidente de trânsito. Ele não estava dirigindo nem atravessando a rua fora da faixa de pedestres, mas dentro de um ônibus. O motorista abriu a porta traseira do veículo em movimento, entrou numa curva fechada, jogando o meu irmão para fora do ônibus. Ele perdeu três dentes, sofreu escoriações e outros ferimentos, além de um trauma que não será superado tão cedo. Esse acidente o manterá afastado do trabalho, no qual ele foi recém-contratado, por pelo menos 7 dias. Espero que após a licença médica por "traumatismo craniano externo" ele ainda consiga trabalhar. O Brasil tem um dos trânsitos mais violentos do mundo, com milhares de vítimas por ano. Que tipo de providências a Intervias/Viação Pirajuçara toma nessas circunstâncias? Que tipo de treinamento recebem os profissionais? Como eu posso usar seus serviços sem temer pela minha vida? Quem vai pagar pelo tratamento do meu irmão? Lidar com o transporte público requer seriedade, respeito e profissionalismo.

CAROLINA GENOVESI GOMES / SÃO PAULO

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU-SP) informa que tomou as providências em relação ao Consórcio Intervias, responsável pelo transporte na região. Segundo informações do consórcio, a família receberá assistência, com a liberação do DPVAT. Até que as causas do acidente sejam totalmente esclarecidas, o motorista do ônibus se encontra afastado de sua função. Se constatadas irregularidades, o Consórcio Intervias será autuado pela EMTU/SP, de acordo com o contrato de concessão.

OSESP

Disputa de ingresso

Estive na Sala São Paulo para ver uma apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) no dia 10/4. Sem ingressos, fui encaminhado ao subsolo do edifício para disputar um bilhete de última hora. Uma vez liberados, recebemos a ordem para termos em mãos R$ 10. Não aceitam cartões e muito menos cheques. Qual é a lei ou decreto a que a Fundação Osesp aderiu para adotar esse procedimento? Como eu não tinha o dinheiro em mãos, insisti, pois não desejava perder o concerto, que era a última récita daquele programa. Sabem o que ocorreu? Fui agredido pelo segurança. Quem não é assinante não recebe atenção, é tratado muito mal. O elitismo e a discriminação dessas atitudes arbitrárias me fazem pensar que, em vez de ser assinante da Osesp, é melhor assinar a Orquestra Sinfônica Brasileira, que é bem mais ética no tratamento a seu distinto público.

MARCO ANTONIO SETA

/ SÃO PAULO

A Fundação Osesp esclarece que venda de ingressos para as apresentações da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) na Sala São Paulo é realizada com antecedência na bilheteria do local, pelo telefone (11) 4003-1212 e pelo site www.ingressorapido.com.br. Para que o maior número possível de pessoas tenha acesso aos concertos da Osesp, 10 minutos antes do início de cada espetáculo, a fundação oferece para os presentes na bilheteria o "Ingresso da Hora". Informa que se trata da venda dos assentos disponíveis naquele momento - de forma geral, cadeiras de assinantes que não compareceram até o toque do primeiro sinal. Esclarece que a venda é feita na bilheteria e os ingressos custam R$10. Acrescenta que, para agilizar o atendimento (são apenas 10 minutos para atender até 100 pessoas a cada concerto), o pagamento só pode ser realizado à vista e em dinheiro, o que facilita eventuais reembolsos em caso de desistência. Todas essas regras estão detalhadas em um folder explicativo distribuído na fila da bilheteria e podem ser esclarecidas pessoalmente pelos funcionários da Sala São Paulo.

PROUNI

Sem direito à bolsa

No mês passado recebi um telefonema de uma funcionaria da Faculdade Anchieta, de Jundiaí, informando que eu fora pré-aprovado para uma bolsa de 100% no curso de Direito. Mas ela disse que eu tinha sido reprovado na avaliação dos meus documentos pelo ProUni. Segundo ela, meu "astronômico" salário, de R$ 850, era incompatível para minhas pretensões de bolsista. Sou solteiro, moro sozinho, pago aluguel, não tenho ajuda de quem quer que seja para custear coisa alguma, porém, pelo que se pode inferir, com o meu "alto salário" meus gastos seriam tranquilamente supridos e ainda sobraria dinheiro para pagar por um curso de Direito. A solução que me ocorre seria pedir redução do meu salário para o limite estabelecido pelo ProUni, que é de R$ 750. Quem sabe assim poderei usufruir do benefício da bolsa. Alguém quer gritar comigo?

JESSÉ J. COSTA / CAJAMAR

O MEC e a Faculdade Anchieta não responderam.

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