São Paulo Reclama

Regras comerciais

, O Estado de S.Paulo

16 Abril 2010 | 00h00

Não estou conseguindo fazer um cartão de crédito em empresas como Itaú, Carrefour e outras. Recentemente tentei aprovar um cadastro na Saraiva, que é vinculada ao Banco do Brasil (BB), e não consegui. O motivo seria uma pendência com o banco. Mas essa pendência foi paga e quitada há mais de 3 anos. Meu nome não está no SPC/Serasa e acabei de financiar um veículo há pouco tempo, sem problemas. Por que o BB faz isso comigo? Quero uma resposta do Banco.

ADRIANO SANTOS / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa do Banco do Brasil, Regional São Paulo, informa que a dívida referente a cartão de crédito existente em nome do sr. Santos foi renegociada em setembro/2008, com a concessão de abatimento negocial. Isso significa que a dívida foi renegociada por valor inferior ao saldo existente, possibilitando ao cliente a baixa das restrições em seu nome nos órgãos de proteção do crédito (SPC, Serasa, etc.). Porém, com a concessão de abatimento negocial, fica suspensa a liberação de novos limites de crédito ao cliente pelo Banco do Brasil/Nossa Caixa e seus parceiros comerciais, não afetando ou impedindo a contratação de operações com outras instituições financeiras. Caso seja de interesse, o sr. Santos poderá efetuar o pagamento do abatimento negocial concedido.

Esclarece que uma nova concessão de crédito está condicionada à análise, à quitação do abatimento negocial existente, bem como à inexistência de quaisquer ocorrências nos órgãos de proteção do crédito e Cadin.

O leitor diz: Não acredito no que foi mencionado pela assessoria. Estou tendo problemas sérios de crédito em instituições não ligadas ao BB. Entrarei com ação por danos morais.

SERVIÇO IRREGULAR

Falta fiscalização

Há dois anos reclamo na Prefeitura sobre as irregularidades do estacionamento na Rua Almirante Marques de Leão, 510, Bela Vista. O estabelecimento desrespeita a lei de limpeza urbana, que proíbe que se lavem carros na rua, por exemplo. Todos os dias veículos são lavados nas calçadas, impedindo o acesso a pedestres. Esse local se apropria ainda de água de bica de um terreno ao lado, sem autorização do proprietário ou do Estado! Somente o Ministério Público pode forçar a Prefeitura a fazer o que se espera, ou seja, interditar o local. Nenhum morador aguenta mais esse abuso e apropriação indevida do espaço público para uso privado! A fiscalização é inexistente.

DANIEL FRAGA / SÃO PAULO

A Subprefeitura Sé informa que o estacionamento citado foi interditado no dia 30/3. Explica que, caso haja desobediência a essa ordem, o imóvel será emparedado.

O leitor contesta: Por que o estacionamento ainda não foi emparedado até hoje? Mesmo interditado, o local continua a funcionar. O portão é fechado e aberto quando chega um carro. O local sempre está lotado. O lava-rápido continua até hoje, invisível aos olhos da Prefeitura. Os moradores já acionaram a Guarda Civil Metropolitana, a Prefeitura, a polícia, o Ministério Público e a Vigilância Sanitária, pois os galões de água que eles mantêm na calçada são um risco enorme de proliferação de dengue, fora as caixas d"água em terreno próximo, usadas para acumular água da bica.

PREJUÍZOS

Fornecimento de energia

Desde o dia 23/2, quando estourou um transformador na minha rua e, consequentemente, queimou dois freezers em minha loja de congelados, estou aguardando o ressarcimento da AES Eletropaulo. Disseram que um técnico viria avaliar os danos em 24 horas, mas ninguém apareceu. Liguei novamente e me orientaram a chamar um técnico, pedir laudos e pagar o conserto, pois seria ressarcida sete dias depois. Segui a orientação, levei todos os documentos solicitados e, desde o dia 12/3, venho colecionando nomes das atendentes da agência Santana. Uma funcionária disse que eu receberia uma carta informando o pagamento, que não chegou. Liguei e disseram que o valor estava disponível. Voltei à agência e outra funcionária disse que não poderia dar andamento, pois o sistema estava fora do ar, e que ela me ligaria logo que o sistema voltasse, mas não ligou. Entrei em contato com a ouvidoria, que demora dez dias para responder! Será que a AES Eletropaulo vai ressarcir também as horas que deixei de trabalhar, os estacionamentos que tive de pagar e os juros sobre o valor que paguei antecipadamente? Lamentável! FLORA CONSENTINO / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que o pagamento referente à indenização citada foi feito em 12/4, prazo que atende à Resolução da Aneel. Diz que o prazo de análise de equipamentos é de até 45 dias.

A leitora confirmou o crédito.

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