Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

São Paulo celebra 461 anos com festa cultural

Calor, atraso nos shows e filas até para food trucks não fizeram o paulistano desanimar; Jorge Ben Jor e Nação Zumbi atraíram 50 mil

Diego Zanchetta, Jerusa Rodrigues, Luis Fernando Toledo e Paula Felix, O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2015 | 02h00

As filas enormes, o calor e o atraso nos shows até ameaçaram, mas nada tirou o ânimo nas comemorações dos 461 anos de São Paulo. Ao menos 50 mil pessoas, segundo a Prefeitura, se aglomeraram para ouvir o samba-rock de Jorge Ben Jor no Centro Esportivo e de Lazer Tietê, na zona norte, e a Nação Zumbi, no Largo da Batata, em Pinheiros. No centro, havia filas de até 50 pessoas para saborear hambúrgueres e brigadeiros especiais em carrinhos de rua.

Ben Jor abriu seu show - quando 30 mil pessoas estavam no Tietê - cantando Jorge da Capadócia e emendou com A Banda do Zé Pretinho. Ele pegou um público já animado por shows anteriores, também de samba-rock, com destaque para a abertura feita pelo Clube do Balanço.

"A gente está mais acostumado a dançar no salão, mas é bem gostoso dançar aqui. Estou gostando da festa, porque é difícil ter um evento que reúna tantas bandas de samba-rock", afirmou a professora de dança Pauline Marcelino, de 28 anos.

Na zona sul, os independentes adotaram o espaço do antigo Hospital Francisco Matarazzo, onde havia quatro palcos. "O público surpreendeu", afirmou Dinho Ouro Preto. O maior público ficou por conta do Ira!. Até a cantora Queen Latifah apareceu de surpresa por lá, para conhecer o espaço, adquirido pelo amigo Alexandre Allard.

Já na zona oeste apresentações circenses que antecederam a Nação Zumbi atraíram hipsters, veganos e descolados em geral ao Largo da Batata - 20 mil pessoas foram assistir o grupo pernambucano. A única reclamação foi a fila de até uma hora no banheiro. "O que realmente desanima é a falta de lugar para ir no banheiro. Estou indo embora sem ver a Nação Zumbi por causa disso", afirmou a estudante Renata Pedroso de Almeida, de 22 anos.

Filas. E se a festa de aniversário tem de ter comida, a paulistana ocorreu nos novos restaurantes da moda - os food trucks. "Não esperava tanta gente", comentou a bancária Daniela Araújo, de 37 anos - e de chapéu, para enfrentar o sol nas filas ao redor do Teatro Municipal, no centro. Além dos sanduíches e brigadeiros, o que mais saiu foram coxinhas "gourmet" e churros.

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