DIVULGAÇÃO/Prefeitura de Salto
DIVULGAÇÃO/Prefeitura de Salto

Salto pede remoção de 'tapete' com toneladas de plantas e lixo do rio

Preocupação da prefeitura é que lixo se desloque pelo Tietê, atingindo a cachoeira; local acaba de ser limpo com retirada de mais de 6 toneladas objetos

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

31 Julho 2015 | 18h02

SOROCABA - O município de Salto, interior de São Paulo, quer a remoção das toneladas de lixo que estão encalhadas em uma espécie de tapete de plantas aquáticas que recobrem o Rio Tietê, na altura de Pirapora do Bom Jesus, na região metropolitana de São Paulo. A preocupação da prefeitura é que o lixo se desloque pelo rio, atingindo a cachoeira na região central de Salto. O ponto turístico, principal atração da cidade, acaba de ser limpo com a retirada de mais de 6 toneladas de lixo.

O secretário de Meio Ambiente de Salto, João De Conti Neto, inspecionou o local onde o material se acumula, no município vizinho, e constatou que o "tapete" formado pelas plantas retém grande quantidade de sujeira - garrafas PET, plásticos, embalagens de todo tipo e pedaços de isopor -, cobrindo cerca de um quilômetro do rio. O lixo está "estacionado" próximo da barragem da Represa de Pirapora, administrada pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). Em caso de chuva ou da abertura de comportas, a sujeira pode se desgarrar em direção a Salto, segundo o secretário.

Na próxima semana, o prefeito Juvenil Cirelli (PT) vai encaminhar ofício à direção da Emae e à Agência Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) pedindo a limpeza. "Acabamos de retirar 6 toneladas de lixo do entorno da cachoeira e não queremos ser penalizados de novo com algo que não produzimos", disse. Foi a segunda limpeza em menos de um ano: em 2014 foram coletadas 18 toneladas de sujeira. Segundo Cirelli, o lixo vem de fora. "Salto trata o esgoto, tem coleta 100% mecanizada e faz a coleta de recicláveis em todo o município, mas é castigada pela sujeira que o Rio Tietê traz de outras cidades. Fizemos a limpeza para mostrar que cada cidade do Estado precisa fazer a sua parte", reclamou. 

A Emae informou que não foi notificada oficialmente pela prefeitura de Salto, mas que também sofre com o lixo que aflui às suas barragens e usinas, causando problemas operacionais e elevação dos custos de manutenção e operação dos equipamentos. A empresa informou que retira grande quantidade desses detritos que chegam aos equipamentos e que, somente em 2014, foram recolhidos e destinados de forma adequada cerca de mil toneladas de lixo das usinas Porto Góes, em Salto, e Rasgão, em Pirapora do Bom Jesus, no Rio Tietê.

Mais conteúdo sobre:
Salto Rio Tietê

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.