Salário de motoristas varia 2.100% e chega a R$ 12.728

Motoristas de vereadores recebem salários que variam em até 2.100%. O valor recebido é determinado pelo próprio parlamentar, dentro de uma verba de R$ 106 mil que cada um deles tem para contratar até 18 assessores. O motorista mais bem pago é o do vereador Milton Leite (DEM): R$ 12.728 por mês - salário maior do que de vários funcionários de curso superior da Câmara Municipal. Na outra ponta, está um dos dois motoristas que prestam serviço para o vereador Toninho Paiva (PR): R$ 603.

DIEGO ZANCHETTA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2012 | 03h04

As informações foram retiradas da seção "Salários Abertos", do site oficial da Câmara Municipal de São Paulo (www.camara.sp.gov.br). Elas fazem parte da última leva de remunerações divulgadas pelo Legislativo paulistano, o primeiro órgão desse poder em todo o País a abrir os salários de seus funcionários - antes mesmo da Câmara dos Deputados e do Senado.

No total, 49 vereadores contam com 54 motoristas particulares à disposição dos gabinetes, com custo anual de R$ 3,1 milhões. Isso ocorre porque cinco vereadores possuem dois motoristas à disposição. São eles: Toninho Paiva (PR), Milton Leite (DEM), Roberto Tripoli (PV), Sandra Tadeu (DEM) e Souza Santos (PSD).

Apenas seis vereadores não têm motoristas contratados no gabinete - Edir Sales (PSD), Carlos Apolinario (DEM), Celso Jatene (PTB), Juscelino Gadelha (PSB), Milton Ferreira (PSD) e Netinho de Paula (PCdoB). O salário médio líquido desses profissionais é de R$ 4,2 mil. Para efeito de comparação, motoristas de ônibus da capital recebem salário bruto de R$ 1,6 mil - 2,5 vezes menos que a média dos motoristas dos gabinetes.

Segundo a assessoria de Sandra Tadeu (DEM), os dois motoristas são necessários porque a rotina parlamentar é muito longa e os motoristas se revezam durante o dia. Contatado por telefone, Toninho Paiva (PR) pediu para a reportagem ligar novamente em 10 minutos, mas não atendeu mais. Milton Leite (DEM) e Souza Santos (PSD) não foram encontrados. Roberto Tripoli (PV) conversou com a reportagem, mas não quis dar explicações.

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