Roubos crescem pelo 16.º mês na capital e Estado de São Paulo

Alta é de 16,7% nos casos em setembro, comparado com o mesmo período de 2013; Capital teve acréscimo de 20% nos registros 

O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2014 | 15h54

Atualizado às 21:50

O número de roubos tanto na capital quanto no Estado de São Paulo aumentou pelo 16.º mês consecutivo, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 27, pela Secretaria da Segurança Pública. Houve alta de 20% e 16,7%, respectivamente, na comparação entre setembro deste ano e de 2013. Observando só a capital, verifica-se maior acréscimo de casos em regiões periféricas. Em nota oficial, o governo destaca que o problema é “nacional” e deve ser resolvido no “Congresso”, pois vários Estados sofrem com o problema.

No Estado, o número de casos passou de 21.493, em 2013, para 25.083 neste ano. Na cidade de São Paulo houve 12.800 registros de roubos no mês passado, ante 10.669 em setembro de 2013. No acumulado dos nove primeiros meses, observam-se 23,9% mais casos no Estado, em comparação com o mesmo período de 2013. Não estão incluídos roubos a veículos, de cargas e a bancos.

Há uma variação ainda maior se apenas os números da capital forem observados. Enquanto 93.242 roubos foram registrados entre janeiro e setembro de 2013, o número é de 121.940 no mesmo intervalo deste ano, crescimento de 30,8%.

Na capital, o mapa de ocorrências por delegacias indica que o maior crescimento foi relatado no 44.º DP (Guaianases), na zona leste. Lá, a quantidade de roubos subiu 92% nos nove primeiros meses deste ano, na comparação com 2013. Outras variações consideráveis foram registradas no 25.º DP (Parelheiros), e no 85.º DP (Jardim Mirna), ambos em extremos da zona sul, que tiveram 60% mais registros. O 93.ºDP (Jaguaré, zona oeste) e o 20.° DP (Tucuruvi, zona norte) também viram subir em mais de 60% a quantidade de roubos.

Mobilização. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança disse estar dedicando a “máxima atenção” ao assunto e pediu uma mobilização nacional para combater o problema. “A alta dos roubos é um fenômeno nacional, conforme se pode constatar nas estatísticas de outros Estados. Assim, há necessidade de uma política nacional de enfrentamento do problema, que passa necessariamente pelo Congresso”, declarou a pasta.

A Secretaria apresentou dados de combate ao tráfico de drogas e prisões de suspeitos. Em entrevista durante a divulgação dos dados relativos ao mês de agosto, o secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, havia considerado positiva a desaceleração no crescimento desse tipo de crime, registrada desde junho. Já a cúpula da PM prometeu operações localizadas.

Agora, não só houve aumento dos roubos, mas acima do que se via em meses anteriores. A cúpula da Segurança não comentou os dados de setembro.

No Estado, a porcentagem de 16,7% de aumento nos roubos é a maior desde maio (33,6%); na capital, a porcentagem de 20% fica à frente dos 13,6% de agosto e atrás dos 20,3% de julho.

Queda. Por trimestre, porém, há uma tendência de queda na criminalidade no Estado. As maiores taxas de roubo foram registradas no primeiro e no segundo trimestres, quando o recorde histórico foi atingido.

De lá para cá, os dados apresentaram queda, e os números de setembro confirmam essa tendência. Com 25.083 casos, o nono mês do ano foi o que teve o mais baixo número de roubos no Estado, cujo ápice aconteceu em abril, com 28.336 casos. 

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