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'Rolezinho' não é problema de polícia, afirma Alckmin

Victor Vieira - O Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2014 | 14h 20

Governador manteve posição do governo de que encontros são atividades culturais e Polícia Militar será acionada apenas em caso de tumulto

Atualizado às 15h06.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reiterou nesta quinta-feira, 16, a posição de que os "rolezinhos" são atividades culturais, não problema de polícia. "O rolê, o passeio, a volta é uma atividade cultural. É problema de polícia se há depredação, se há roubo", afirmou.  O discurso é o mesmo adotado pelo secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, no dia anterior. Movimentos sociais prometem um "rolezão popular" a partir das 17 horas desta quinta nos shoppings Jardim Sul e Campo Limpo, ambos na zona sul. 

 

Segundo Alckmin, a Polícia Militar vai colaborar em caso de tumultos. "A parte interna dos shoppings é segurança privada e a parte externa é da polícia. Mas, se houver necessidade, a polícia é parceira para proteger a população", afirmou o governador durante evento em Pinheiros, zona oeste da capital. "Colocar em risco a saúde e a vida das pessoas, isso é o que não pode", apontou.

As opções de lazer e manifestações culturais entre os adolescentes, de acordo com ele, mudam de geração para geração. "Antigamente davam rolê, passeio na praça, me lembro do meu tempo de jovem em Pindamonhangaba (interior paulista). Hoje é no shopping. Os tempos são outros", relatou.

Inicialmente grandes encontros promovidos por adolescentes da periferia em centros de compras de São Paulo, os "rolezinhos" foram incorporados por movimentos sociais como estratégia de protesto. Ativistas negros, sem-teto e black blocs pretendem fazer manifestações em shopping centers, que monitoram os eventos e já conseguiram até bloquear páginas de redes sociais.