FELIPE RAU/ESTADÃO
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Rodoanel pode ter contrato rescindido

Dersa já notificou construtoras por atraso em obras do Trecho Norte, avaliadas em R$ 6,7 bilhões; entrega estava prometida para 2016

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

16 Abril 2015 | 03h00

SÃO PAULO - O atraso na construção do Trecho Norte do Rodoanel pode fazer com que o governo do Estado cancele o contrato com as empreiteiras responsáveis pela obra avaliada em R$ 6,7 bilhões. A entrega do empreendimento havia sido prometida pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para o início do ano que vem. Agora, a previsão é de que o trecho fique pronto no primeiro trimestre de 2017.

Em entrevista ao SPTV, da Rede Globo, o presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço, disse que, “se daqui para diante as coisas não acontecerem conforme o esperado e não tivermos uma mobilização efetiva do canteiro (de obras) e dos funcionários, há a perspectiva de rescisão desse contrato”.

Em nota, a Dersa informou que, desde novembro, tem notificado um dos consórcios por “baixa performance na execução dos serviços contratados”. Ainda de acordo com a estatal, “desde a segunda metade de fevereiro o contratado vem retomando gradualmente os serviços, com sensíveis aumentos de produção”.

Sobre a rescisão de contrato, a Dersa explicou que, primeiro, emite notificações. Em seguida, as empresas devem apresentar justificativas para atrasos e um novo cronograma. Caso as informações não sejam suficientes para explicar os problemas ou o novo cronograma não esteja sendo cumprido, “o contrato pode ser rescindido”.

Parado. No fim de fevereiro, o Estado foi até as obras do trecho que ligará as Rodovias Presidente Dutra e Bandeirantes e que encerra a construção do viário. Havia poucas máquinas no canteiro de obras dos seis lotes do trecho. A Dersa, porém, não admitiu atrasos na época.

Parte dos operários foi demitida, houve atraso em desapropriações e, na ocasião, apenas R$ 48 milhões do total previsto tinham sido gastos. O projeto inteiro, que tem 176 km, deve aliviar o trânsito nas Marginais do Pinheiros e do Tietê. 

Trecho Leste. O Trecho Norte segue com os mesmos atrasos que a parte Leste sofreu, até ser entregue, ainda em obras, em julho de 2014, após o governo mudar duas vezes a data de inauguração. Este trecho (de 43 km) deveria ter sido entregue em março de 2014, interligando o ABC Paulista às Rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra. No entanto, ainda não é possível chegar até a Dutra porque esta parte do Trecho Leste não foi entregue.

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