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Rocinha ganha hoje a 28ª UPP do Rio

HELOISA ARUTH STURM / RIO - O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2012 | 03h 06

Favela terá frota maior de motos, por causa das vielas e da geografia íngreme

A Rocinha recebe, na manhã de hoje, a 28.ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Estado do Rio. A favela localizada na zona sul do Rio terá um efetivo de 700 policiais militares. Eles vão patrulhar as 25 subcomunidades existentes na área de 840 mil m² onde vivem 69 mil pessoas.

A UPP terá uma sede administrativa, atualmente em construção no Parque Ecológico, e mais oito bases avançadas em pontos estratégicos da comunidade. Com geografia íngreme e vielas estreitas, a favela receberá a maior frota de motos entre essas unidades, para intensificação do patrulhamento.

A inauguração da UPP ocorre uma semana após a morte do soldado Diego Bruno Henrique, de 25 anos, atingido por um tiro de pistola na cabeça quando fazia uma ronda com outros três policiais na parte alta da favela, no dia 13. O policiamento foi reforçado após o ataque.

Na segunda-feira, a Polícia Civil do Rio prendeu Rafael da Silva Barros, de 18 anos, em Botafogo, na zona sul da cidade. O pai do rapaz revelou o paradeiro do filho aos investigadores por temer que fosse morto. Barros e o outro acusado, Ronaldo Azevedo Oliveira da Cunha, de 24 anos, tiveram decretada prisão temporária por 30 dias. Cunha está foragido. A polícia divulgou foto dos dois no sábado. Em abril, o cabo Rodrigo Alves Cavalcante, de 32 anos, morreu após ser atingido por um tiro de pistola na axila durante um patrulhamento na Rocinha. Ele foi o primeiro policial morto no processo de pacificação do Rio.

Histórico. Esse processo na Rocinha teve início em novembro de 2010, quando forças policiais prenderam Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico no local. Em apenas duas horas e sem disparar nenhum tiro, as forças de segurança do Estado do Rio ocuparam as Favelas da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu. A ação completou o processo de pacificação das favelas da zona sul e fechou o chamado cinturão das regiões do centro e da grande Tijuca, essenciais para a segurança da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Na época, a cúpula da segurança no Estado garantiu que a meta de ter mais 21 UPPs até a Copa estava garantida, mas sem um cronograma.

Nos últimos quatro anos, foram investidos R$ 272 milhões em urbanização da Rocinha, que incluem um complexo esportivo, um conjunto habitacional e uma unidade de saúde. Na segunda fase de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão previstas a construção de um mercado público e a implementação de um teleférico com três estações, a exemplo do Complexo do Alemão. O investimento total pode chegar a R$ 700 milhões.

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