Rio vai ganhar patrulhas de PM ciclista

Projeto-piloto começa amanhã em regiões com grande movimento na zona sul e no centro

ANTONIO PITA / RIO, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2012 | 03h04

O Rio passa a ter um novo modelo de patrulhamento em áreas turísticas, feito exclusivamente por policiais em bicicletas, a partir de amanhã - método já usado em São Paulo. Os oficiais do Batalhão de Polícia em Áreas Turísticas (BpTur) iniciam o projeto-piloto em Copacabana, Aterro do Flamengo, Lapa e no centro histórico, com o objetivo de ampliar a área de cobertura e melhorar a eficiência da patrulha.

A ação começará com 20 policiais, que concluíram treinamento na última semana. A ideia é expandir o policiamento para outras áreas neste ano. De acordo com o Comando da PM, o modelo pode ser estendido à orla da zona sul e às regiões da Praça XV, Pier Mauá, Paço Imperial e Praça Tiradentes, onde o fluxo de turistas é intenso e ocorrem furtos e pequenos delitos.

A ideia surgiu como resposta à dificuldade de deslocamento no trânsito, diz o tenente-coronel Joseli Cândido. "A bicicleta supera essas dificuldades", afirma. Para ele, as bicicletas dão mais rapidez e ampliam em cinco vezes a cobertura policial.

Os oficiais carregam armas de eletrochoque e rádio. O grupo recebeu treinamento de dez dias e visitou cidades de Minas, onde o modelo já é adotado. Em setembro, vão a Miami conhecer a experiência americana. Os oficiais tiveram aulas sobre Direitos Humanos, ergonomia, Código de Trânsito e polícia comunitária.

Eles aprenderam técnicas de desembarque em movimento, manobras para impedir fuga e imobilização de suspeitos. "A gente encontra o fator surpresa e a versatilidade da bicicleta, que é também um instrumento de defesa", afirma o tenente Isaac Ferreira, de 28 anos.

Os oficiais selecionados são jovens, com idade entre 24 e 30 anos, falam mais de um idioma e têm bom preparo físico. O oficial Igor Yanes, de 24 anos, levou ao grupo a experiência de corridas de aventura e provas de triatlo das quais participava fora da corporação. "Além de ser um exercício físico, é um meio eficiente de policiamento ostensivo, com atuação preventiva e repressiva", diz Yanes.

Até junho, Clarissa Gomes trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Alemão e teve de se adaptar. "É uma perspectiva diferente para a carreira e mudará meus hábitos, já que eu não gostava de exercício."

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