Rio testa trens

Após denúncia de que trens comprados na China não caberiam nas plataformas e estações, a concessionária MetrôRio fez, na madrugada de ontem, testes abertos à imprensa com a nova composição. E negou que o objetivo da reforma na linha, feita nas últimas semanas, seja evitar colisões do trem com as plataformas.

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2012 | 03h02

Especialistas em transporte e funcionários do Metrô disseram que a empresa estaria diminuindo as plataformas para evitar colisões laterais dos novos trens. Segundo eles, as composições chinesas são mais leves que as atuais e, por isso, sofrem mais trepidação.

Segundo o diretor de Engenharia da MetrôRio, Joubert Flores, as reformas integram plano de 54 intervenções previstas no acordo de compra dos trens. As obras, que incluem raspagem de plataformas, custaram cerca de R$ 600 mil. Segundo a concessionária, o objetivo é garantir maior margem para manobras em caso de emergência. "Em eventual contingência, o trem pode oscilar e para facilitar sua remoção das plataformas é que estão sendo feitas as raspagens", afirmou.

Sem risco. Flores diz que não há risco de colisões. E negou que os trens sejam mais leves que as composições em operação. Ao todo, 19 novos trens devem ser incorporados à frota do Metrô carioca até março. As composições foram compradas por R$ 320 milhões. / ANTONIO PITA

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