Rio: morre 4ª vítima de explosão em restaurante

Morreu às 12h15 de ontem a quarta vítima da explosão do restaurante Filé Carioca, no centro do Rio, na quinta-feira da semana passada. José Roberto da Silva Farias, de 28 anos, trabalhava como auxiliar de cozinha do restaurante e sofreu traumatismo craniano no momento no acidente. Ele estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro.

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2011 | 03h04

Outras duas vítimas continuam internadas em estado grave com fraturas e traumatismos: a garçonete Daniele Cristina Pereira, de 18 anos, também no Souza Aguiar, e Egídio da Costa Neto, de 46 anos, no Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul.

Na hora da explosão morreram o chefe de cozinha do Filé Carioca, Severino Antônio, o sushiman do restaurante, Josimar dos Santos Barros, e o bancário Matheus Maia Macedo de Andrade, de 19 anos. Andrade passava pelo local na hora da explosão.

Outras 17 pessoas ficaram feridas. A última vítima a ter alta do hospital foi Jorge Luiz de Souza, de 46 anos, irmão do dono do Filé Carioca. Ele trabalhava como gerente do restaurante e deixou o Souza Aguiar anteontem.

Causa. Embora não tivesse autorização para usar gás em botijão ou encanado, o restaurante tinha um estoque de cilindros no subsolo. Peritos da Polícia Civil retiraram dos escombros seis botijões usados na cozinha do restaurante Filé Carioca. Eles também encontraram uma mangueira de gás remendada com fita isolante, ligada a uma das válvulas.

A perícia continua trabalhando nos escombros do restaurante para tentar esclarecer como era a ligação entre os botijões de gás e os fogões. Essa informação vai ajudar a definir a responsabilidade pela explosão.

Na segunda-feira, o dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral, depôs na polícia e culpou a distribuidora de gás SHV, que, segundo ele, fazia a manutenção e a troca semanal dos cilindros. Já a empresa afirma que apenas distribui os botijões aos clientes e não os instala.

O restaurante funcionava com alvará provisório e não tinha laudo dos bombeiros.

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