Rio limita voos de helicópteros na zona sul

Acordo feito a pedido de moradores determina, entre outros pontos, maior distância do Cristo

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2012 | 03h04

Três dias após protesto de moradores da zona sul do Rio contra o barulho causado por voos de helicóptero, a Secretaria Estadual do Ambiente firmou Termo de Ajustamento de Conduta com a Helisul, maior operadora de voos turísticos na zona sul carioca, para restringir a circulação de aeronaves.

A empresa se comprometeu a abandonar três rotas - sobre Botafogo, Humaitá, Urca e Jardim Botânico - e alterar o trajeto de outras seis. Além disso, a distância mínima do solo aumentou de 500 para mil pés (304 metros) e voos só podem ser feitos das 9 horas ao pôr do sol (por volta de 17h30).

Distância maior. Também será mantida distância maior do Pão de Açúcar e do Cristo Redentor. Helicópteros terão de estar a 600 metros da estátua - anteriormente, eram 100.

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, acredita que as medidas permitirão reduzir em 60% o barulho causado pelos helicópteros. Segundo ele, haverá dois programas de fiscalização. Um vai acompanhar a rota dos helicópteros. Outro, monitorar o ruído em quatro pontos: Humaitá, Urca, Mirante Dona Marta (em Botafogo) e nas imediações do Hospital da Lagoa.

A fiscalização de barulho será feita por 60 dias. "Foram dois meses de negociação", afirmou Luis Carlos da Rocha, diretor da Helisul. "Estamos voando mais alto, o que não vai prejudicar a beleza do panorama da cidade ao visitante."

Cabral. O governo espera que, a partir do acordo, outras empresas passem a adotar as mesmas restrições. Já o Movimento Rio Livre de Helicópteros Sem Lei destaca que um dos principais responsáveis pelo voos é o próprio governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

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