Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Reprovação de Doria triplica e se iguala à de Haddad

Gestão do atual prefeito de São Paulo foi avaliada como ruim ou péssima por 39% dos moradores ouvidos por pesquisa; número é três vezes maior que o de fevereiro

O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2017 | 09h42

ÃO PAULO - A reprovação do prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) chegou a 39%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 5. O número é três vezes maior que o registrado em fevereiro, quando apenas 10% dos moradores avaliava a gestão tucana como ruim ou péssima. Com 11 meses de Prefeitura, Doria alcançou o mesmo nível de reprovação do primeiro ano da gestão anterior, do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que também era de 39%. 

Realizada entre os dias 28 e 30 de novembro, a pesquisa apontou ainda que 29% da população considera a gestão de Doria ótima ou boa, enquanto 31% a avalia como regular e 1% não soube responder. Nos levantamentos anteriores, a reprovação do tucano começou em 10% (em fevereiro), dobrou para 20% (abril), aumentou para 22% (junho) e 26% (outubro) e, por fim, chegou a 39% no fim de novembro.

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A pesquisa apontou, ainda, que 70% dos moradores consideram que o prefeito fez menos “do que se esperava”, número que era de 64% em outubro. Outros 17% consideram que ele fez “o que se esperava”, enquanto 10% declarou que Doria atuou acima das expectativas. 

A pesquisa ouviu 1.085 moradores e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Nas gestões anteriores, o primeiro ano de mandato de Gilberto Kassab (hoje no PSD) teve reprovação de 27%, enquanto o número foi de 23% na gestão José Serra (PSDB), de 34% na de Marta Suplicy (hoje no PMDB), de 42%  na de Celso Pitta (PP) e de 41% na de Paulo Maluf (PP).

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Perfil. Segundo o Datafolha, a reprovação de Doria é maior entre a população mais pobre (44%), feminina (44%), formada por pessoas entre 35 e 44 anos (44%) e com ensino médio completo (41%). Já a aprovação ao prefeito é maior entre os moradores de alta renda (45%), homens (32%), jovens entre 16 e 24% (32%) e com formação no ensino superior (33%).

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