Remoção de bancas está adiada, diz sindicato

A remoção das bancas de jornal do centro da capital paulista está suspensa até que a Prefeitura apresente um relatório técnico com as justificativas para o remanejamento. A informação foi dada ontem pelo Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo. A reportagem procurou a Prefeitura, mas até as 23 horas não recebeu confirmação sobre a suspensão.

Mônica Pestana, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2010 | 00h00

Entretanto, de acordo com o governo municipal, algumas bancas devem ser retiradas porque formam "pontos cegos", o que dificulta o policiamento.

Desde o ano passado, 84 jornaleiros foram notificados pela Prefeitura e deverão deixar os seus pontos. Segundo a Secretaria Municipal da Coordenadoria das Subprefeituras, a partir do comunicado, os jornaleiros têm um mês para sugerir três endereços para o remanejamento de suas bancas. Os locais serão avaliados pela Subprefeitura da Sé.

Reação. A medida foi criticada pelo sindicato da categoria, que pediu uma fundamentação técnica para a retirada dos estabelecimentos. "Estamos em uma situação difícil, no aguardo do relatório que justificará ou não a remoção nos próximos dias", explica o presidente da entidade, Ricardo Carmo.

Entre as dificuldades apontadas para realizar as mudanças solicitadas estão o alto custo para mover a banca, o remanejamento do ponto de energia, além da perda dos clientes que frequentam as bancas que estão há décadas na região.

Prejuízo. Rubens Bravo Queirós foi um dos primeiros a receber notificação. Sua banca ficava na Rua José Bonifácio e foi para a esquina do Largo de São Francisco com a Praça Paulo Duarte.

O deslocamento, de aproximadamente 50 metros, custou mais de R$ 8 mil e sua banca quebrou ao meio durante o transporte. "Gastei quase R$ 2 mil para religar a energia elétrica e tive que reformar toda a banca", reclama. "O movimentou caiu muito. Está melhorando, mas notei uma queda de 40%."

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